domingo, 2 de agosto de 2015

Análise Tom Raider: Anniversary


Gênero: Ação; Aventura.

Desenvolvedora: Crystal Dynamics
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Plataforma: PC; Playstation 2; Playstation Portable (PSP); Xbox 360; Nintendo Wii; Playstation 3.

Modo: Single-Player


Tomb Raider Anniversary que foi lançado em junho de 2007 é um remake do primeiro Tomb Raider, lançado em outubro de 1996. O jogo não é apenas um remake no sentido de ser totalmente baseado na obra original, ele também é considerado um reboot, já que muda boa parte da história.

O Tomb Raider Legends (que foi lançado cerca de um ano antes do Anniversary) é o que trás as maiores características de Reboot e o Anniversary apenas foi feito seguindo as mudanças que o Legends tinha trazido. A série já sofreu várias mudanças em relação à história original do primeiro jogo (podemos dizer que essas mudanças são “pseudo-reboots”, já que o único reboot oficial é o de 2013). Ainda assim, Anniversary ainda é um remake, totalmente baseado na primeira obra da série.


Nos primeiros títulos, a Lara trabalhava apenas pela emoção e adrenalina e matava tudo e todos que entravam em seu caminho sem pensar duas vezes. Agora ela faz para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com a sua mãe.

Nessa análise eu vou fazer comparações tanto com o original quanto com o Legends e vou contar parte da história do Legends para vocês poderem entender o enredo completo.

Sinopse

Lara é filha de Richard Croft, um famoso e milionário arqueólogo. Quando era pequena, Lara e sua mãe, Amélia DeMonay Croft, sofreram um acidente de avião nas montanhas do Himalaia e um infeliz acidente fez com que a mãe desaparecesse. Lara sobrevive sozinha por 10 dias até ser resgatada e passa a ser treinada pelo pai, por sua vontade de herdar o título de Richard de famoso arqueólogo.


Richard se tornou, desde então, obcecado por tentar descobrir o que aconteceu com Amélia e em uma de suas escavações, tentando descobrir a verdade ele sofre um acidente e é dado como morto.

Lara agora já adulta, famosa e indepente é contratada por Jacqueline Natla para encontrar um misterioso artefato conhecido como Scion, uma relíquia de Atlântida. O artefato é dividido em três partes e é guardado em segurança em tumbas antigas no Peru, Grécia e Egito.

Personagens

Lara Croft


É a grande heroína do jogo, ela sofreu um treinamento intenso durante praticamente toda a sua vida e é a única capaz de roubar o Scion. Ela só aceita o trabalho, pois essa foi uma missão na qual o seu pai falhou, se ela conseguir ela não só vai fazer uma grande homenagem ao seu falecido pai, como também vai provar ao mundo que ela mais que merece o título de herdeira de Richard.

Jacqueline Natla

Chefa executiva e diretora geral da Natla Technologies, uma empresa famosa de tecnologia que está muito interessada no Scion e contrata Lara Croft. Ela não confia em Lara, pois tem medo que ela leve esse trabalho para o lado pessoal e fique com o artefato (já que Lara não precisa do dinheiro) e manda vários capangas para “ficarem de olho” na Lara, eu vou falar apenas dos mais importantes.

Larson Conway


Um dos mercenários contratado por Jacqueline, ele quem vai oferecer o trabalho para Lara em nome de Jacqueline no começo do jogo e fica perseguindo ela, para ter certeza de que ela vai fazer o trabalho direito e que não vai ficar com o Scion para ela.

Pierre DuPont


Assim como Larson, ele foi contratado para perseguir a Lara, mas ele tem um papel maior, ele é como um concorrente da Lara e chega até a ser um rival. Ele lembra aquele personagem de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida que sempre espera o Indiana Jones conseguir uma relíquia para depois roubar dele.

Dados Gerais

·                    Gráficos: Tomb Raider Anniversary foi criado no mesmo motor gráfico que Legends, então uma comparação com o original de PS1 chega a ser algo ridículo. Nós vemos partículas de poeira em suspensão quando aparecem feixes de luz e quando a Lara entra na água seu corpo fica molhado e se a Lara levar um arranhão no rosto ou algo assim, o rosto realmente fica arranhado; ao longo das fases ela vai ficando suja, com o rosto e a roupa cheio de poeira e se ela cair na água, a sujeira some. Esses detalhes parecem besteira se comparados aos atuais PS4/XboxOne, mas lembrem-se que esse é um jogo de Ps2 e essas particularidades discretas nunca deixam de me impressionar. Como é um jogo multiplataforma, claro que tem mudanças gráficas de um console para outro, por exemplo, o fogo é mais realista na versão de PC do que a de PSP ou a água é mais “molhada” em determinada versão, mas são pequenas diferenças. Nota: 9,5.


·                    Enredo: Quase nada mudou na história, como eu havia dito apenas pequenas mudanças para se adaptar às alterações que o Legends trouxe. A Lara agora não mata qualquer um sem motivo, se ela tiver que matar alguém é porque isso põe em risco a vida dela e ainda assim ela hesita em matar. Se alguém ocasionalmente morrer, ela demonstra tristeza através das expressões faciais, essa é uma das principais mudanças que o Legends trouxe. Nota: 8,2.


·                    Jogabilidade: É aqui que tem a maior mudança, tanto em relação ao original quanto ao Legends. O arsenal é o mesmo do PS1 e os itens de primeiros socorros também, entretanto algumas relíquias extras foram adicionadas. No Legends a Lara tinha um binóculo que ajudava ela a analisar as construções que ela tinha que escalar, tinha uma lanterna, uma equipe que contatava ela pelo fone-de-ouvido e um gancho magnético; no Anniversary ela já não tem mais o binóculo nem a equipe (isso para aumentar o nível de dificuldade que foi criticado no Legends), mas tem um diário que dá dicas ao jogador (que na maioria das vezes não ajuda muito), ela também não tem mais a lanterna, pois não tem necessidade, as fases do anniversary são bem mais iluminadas que a do Legends e ela ainda têm o gancho que ajuda tanto a pular lugares altos (onde ela se pendura pela corda como o Tarzan faz com os cipós) quanto a resolver puzzles (mover caixas ou pedras, por exemplo). Os puzzles estão bem difíceis, no nível do jogo original. Também foi adicionado o Bullet-Time e o Quick-Time Event só para dar um toque mais especial ao jogo. Nota: 8,5



Conclusão

Minha nota final para o jogo é 8,7. O jogo lembra muito o original, mas ainda deixa a sensação de que algo está diferente, não que isso seja algo ruim, muito pelo contrário. O jogo está bem silencioso, para aumentar a sensação de solidão, assim como era no original. A trilha sonora está mais presente nas cenas de ação e ela é espetacular. O jogo tem muitas fases novas e as antigas não são apenas uma cópia do jogo original, são uma reimaginação, adaptadas para o novo motor gráfico e para as mudanças na jogabilidade que o remake trouxe. O play time varia de 16 hrs a 25 hrs, mas se for rejogar, depois de já conhecer todos os segredos, o tempo cai pela metade. O remake é um grande presente aos fãs e é ótimo para quem não acompanhou a saga desde o início e quer conhecer.


Então é isso, espero que tenham gostado. Desejo tudo de bom para vocês e até a próxima!



terça-feira, 28 de julho de 2015

Summer Season 2015

Eu demorei em trazer, mas aqui está; antes tarde do que nunca. Esses são os animes da temporada atual de animes que eu estou acompanhando.

Gangsta.


Na cidade de Ergastulum, um vilarejo obscuro com homens feitos e pequenos ladrões, prostitutas e policiais em ação, há algumas obras muito sujas até para seus habitantes. É aí que entra “Handymen”, Nic e Worick, que pegam trabalhos que mais ninguém quer. Uma nova gangue está crescendo no território de uma família mafiosa e os policiais pedem ajuda para cuidar desse caso. O único problema é, tem uma testemunha dessa chacina que se recusa a ficar calada, então eles decidem a levar com eles.

Total de episódios: 12.

Data de estreia: 2 de Julho.


Eu não pretendia começar a ver esse anime, mas como muitas pessoas do meu tumblr estavam vendo, eu decidi dar uma chance ao anime e não me arrependi; pena que só vai ter 12 episódios, mas sempre há uma esperança de uma segunda temporada. Tenho altas expectativas para esse anime.



Ranpo Kitan: Game of Laplace


Sinopse: A história começa em uma escola do ensino médio, onde vários casos de assassinato vem à tona. Kobayashi, um garoto que frequenta essa escola conhece Akechi, que vai à escola para investigar. Kobayashi se interessa por Akechi e apesar das preocupações do seu amigo Hashiba, ele se voluntaria para ser o assistente de Akechi.

Total de episódios: Desconhecido.

Data de estreia: 3 de Julho.


Eu me interessei muito por esse anime assim que eu fiquei sabendo sobre ele. Tenho um grande interesso por mistérios (seja livro, filme, anime...) e tenho altas expectativas para esse anime.



Durarara!!x2 Ten


Sinopse: Segunda parte da segunda temporada de Drrr (obs: eu já falei a sinopse do anime no post de Winter Season 2015)

Total de episódios: 12.

Data de estreia: 4 de Julho.


Apesar da primeira parte não ter sido o que eu esperava, essa começou muito boa, já focando em personagens que ficaram parados na primeira parte ou que simplesmente nem sequer apareceram. Eu acho que eu já falei isso, mas depois que todas as partes terem sido lançadas, eu vou fazer um post de recomendação de toda a segunda temporada (e obviamente também vou falar da primeira). Minhas expectativas são altas.



Charlotte


Sinopse: Muitos garotos e garotas despertam poderes na adolescência. Yuu Otosaka usa sua habilidade sem o conhecimento dos outros a fim de tornar sua vida escolar mais fácil. Uma garota chamada Nao Tomoki de repente aparece atrás dele. Esse encontro revela o destino daqueles que tem poderes especiais.

Total de episódios: 13

Data de estreia: 5 de Julho


Outro anime que eu não pretendia acompanhar inicialmente, mas depois de uma recomendação decidir assistir. Minhas expectativas são medianas.




Bom, é isso. Espero que tenham gostado; só alguns lembretes: Essa não é a lista completa dos animes, apensa aqueles que eu estou assistindo; Eu posso deixar de assistir algum anime que está nessa lista ou passar a assistir um que não esteja aqui ao longo da temporada. No final vou fazer um post de recomendação daqueles que eu gostar muito. Desejo tudo de bom para vocês e até a próxima!

sábado, 25 de julho de 2015

Fatos Curiosos: Mortal Kombat


1°: “O ator.”


O ator que interpretou Liu Kang nos dois primeiros jogos, Ho Sung Pak, também fez Shang Tsung no primeiro. Ele também é o dublê de Raphael nos três primeiros filmes das Tartarugas Ninjas.


2°: “Concurso público”


Kabal, Nightwolf e Stryker, surgiram a partir de um concurso promovido pela Midway, onde os fãs criariam personagens que entrariam para o elenco de Mortal Kombat 3.


3°: “Só um arranhãozinho”


Em Mortal Kombat 9, o fatality de Raiden, “Just a Scratch” (Apenas um Arranhão), é uma referência ao filme “Monty Phyton e o Cálice Sagrado”. Ela vem da parte onde o Rei Arthur desmembra o Cavaleiro Negro durante uma luta, ele diz então que seus ferimentos são “apenas arranhões”.


4°: “O pêssego gigante”


O nome do personagem Motaro vem de um personagem da mitologia japonesa. A lenda diz que esse herói veio à terra de um pêssego gigante que uma mulher achou enquanto lavava roupa na beira de um rio e levou para saborear com seu marido; o casal então decidiu adotar a criança que apareceu quando eles tentaram comer o pêssego e o chamaram de Momotaro (momo=pêssego; taro=menino).


5°: “A glitch is a glitch”


Ermac surgiu a partir de um bug, do primeiro jogo: depois de fechar o jogo, aparecia uma tela com estatísticas, e um lutador era listado como “Ermac” (Error Macro). A EGM americana resolveu fazer uma brincadeira de 1° de abril com isso,  o apresentando como sendo um ninja de vermelho, com as mesmas características dos outros do jogo. O rumor de o personagem ser canônico se espalhou, e ele foi introduzido em Ultimate Mortal Kombat 3.


Bônus: curiosidades rápidas

Shang Tsung é baseado no vilão do filme “Os Aventureiros do Bairro Proibido”, Lo Pan.


Raiden tamém foi inspirado em um personagem desse filme, Lightning, um dos três “Temporais”.


Jax iria participar do primeiro jogo, mas como não havia mulheres no elenco, Sonya Blade foi criada e herdou seu background.


Reptile é o primeiro personagem secreto de um jogo de luta.
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A ESRB (Entretainment Software Rating Board) que classifica os jogos por idade, foi criada após a polêmica de violência nos jogos que começou após o lançamento de Mortal Kombat.


Uma palavrinha do blogger

Muito obrigado por lerem meu blog e sejam bem-vindos. O post de hoje é dedicado a um amigo meu da faculdade que é muito fã da série e infelizmente veio falecer essa quinta-feira.

Em memória de Thiago Lima.


Por hoje é só, espero que tenham gostado; desejo tudo de bom para vocês e até a próxima!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

American Horror Story (parte 3)

Coven


A terceira temporada de AHS reúne um grupo de bruxas da era atual tentando viver como pessoas normais sem que descubram seu segredo. Mesmo se passando séculos da época das caças às bruxas, seres humanos ainda tem medo do desconhecido e acabam queimando pessoas que eles descobrem ter poderes sobrenaturais, como aconteceu recentemente com uma bruxa que trouxa de volta à vida um pássaro.

Apesar dessas bruxas tentarem se esconder dentro da sociedade, o principal foco da história é a guerra entre dois clãs de bruxas. A terceira temporada de American Horror Story tem como principal foco a opressão das minorias.


A história começa com a protagonista, Zoe despertando seus poderes e sendo mandada para uma academia especial “Academia para Excepcionais Jovens Garotas da Madame Robichaux”, que acolhe bruxas e as ajuda a descobrir seus poderes, lá ela conhece mais três bruxas de sua idade e a administradora da academia. Inicia-se uma busca para descobrir quem é a próxima Suprema do clã, que é a Bruxa com poderes mais forte que tem a obrigação de proteger o resto do clã.

Essa é a temporada que menos tem a aprovação dos fãs, para explicar porque vou contar um pequeno (minúsculo) spoiler, se não quiser ver pule para o próximo parágrafo. Essas bruxas têm diversos poderes, dentre eles, poderes de trazer os mortos de volta a vida, então o enredo fica muito chato e previsível, pois os personagens começam a morrer, aí voltam, aí morrem de novo... fica muito repetitivo (quem assiste Supernatural sabe como é).

Mesmo sendo (segundo a maioria dos fãs) a pior das temporadas, eu gostei dessa temporada, pois eu acredito ter percebido algo que muitas pessoas que criticam Coven não perceberam. Mais ou menos na época em que essa temporada estava sendo lançada, Ryan Murphy (criador da série) disse que apesar de AHS ser uma série antológica, todas as temporadas estão indiretamente conectadas, e até a temporada passada, nada tinha acontecido que ligasse Asylum a Muder Houser então eu já percebi várias coisas que ligavam Coven a Murder House, mas não vou falar disso agora, depois eu faço um post de teorias e explico melhor.


Personagens e atores

Dessa vez eu vou falar dos atores, já que temos muitos atores novos e também porque muitos atores que participaram da primeira temporada voltaram a aparecer em Coven.


Fiona Goode é a atual Suprema e segundo integrantes do clã, a pior das Supremas. Ele é completamente ausente (foge das responsabilidades do clã) e tenta usar seus poderes para benefício próprio, nunca para proteger as outras bruxas. Em determinados momentos nós vemos nela um papel mais maternal, tentando proteger sua filha, mas vemos esse papel se extinguir quase tão rápido quanto foi criado. Sobre a atriz, Jessica Lange, o papel dela foi levemente diferente do das temporadas anteriores, mas na maior parte do temporada foi a mesma coisa, os papeis dela quase nunca mudam e nessa temporada em especial está mais previsível que nunca.


Cordelia Foxx é a administradora da academia e é filha de Fiona Goode. Cordelia faz de tudo para proteger o clã e manter os poderes das bruxas no anonimato, entretanto, por ela não ser tão rígida, muitas bruxas não veem nela um papel de autoridade, é aí que entra Fiona Goode que é bem mais rígida. Cordelia está passando por uma fase difícil, como a mãe dela (que deveria ser a líder do clã) é completamente ausente, ela tem que assumir as responsabilidades da mãe, fora que Cordelia está noiva, mas não consegue engravidar mesmo querendo ter um filho mais que qualquer coisa agora, então quando a medicina tradicional não funciona ela recorre à bruxaria. Não tenho o que falar sobre a atriz Sarah Paulson, todos os papeis dela são variados e ela faz bem qualquer papel que deem a ela.


Zoe Benson, ela acaba de despertar seus poderes e... e é isso; não se tem muito o que falar sobre ela, é uma personagem chata e clichê. Quanto à atriz, Taissa Farmiga, eu já falei na parte 1 o quanto eu não gostei da atuação dela, mas eu não esperava que nessa temporada fosse ficar ainda pior do que foi na primeira temporada. Todas as cenas em que ela aparecia se tornavam automaticamente chatas; ela é uma atriz sem expressão ou emoção. Talvez eu esteja sendo mal quanto à atuação dela, eu acho que o fato da personagem ser chata me dá a impressão de que a atriz seja pior do que ela realmente é.


Madison Montgomery é uma atriz mirim que teve de desistir da vida de luxo depois que ela acidentalmente (quando não conhecia bem seus poderes) matou o diretor de uma peça que ela estava participando, é a típica personagem riquinha e mimada que se acha melhor que todos e que odeia perder. Ela se torna “amiga” de Zoe quando ela chega na academia e muitos personagens (principalmente Fiona) acham que ela é a próxima Suprema por ela ter poderes mais fortes que as outras. A atriz, Emma Roberts apareceu na série pela primeira vez nessa temporada e se mostrou uma boa atriz, mas nada que fosse tão marcante quanto Frances Conroy ou Jessica Lange, mesmo assim Ryan Murphy decidiu manter ela na série e até a chamou pra participar de uma outra série que ele está atualmente dirigindo.


Marie Laveau é a principal líder de um dos clãs concorrentes. A magia dela é principalmente voltada para o vodu e é como muitas pessoas chamam “magia negra”, mas eu quero deixar bem claro que o clã dos protagonistas também lida com magia negra, como a própria Fiona diz em um episódio, mas a magia de Laveau é um pouco mais “sinistra” tendo que sacrificar animais e fazer rituais com navalhas e coisas do tipo. Marie Laveau existiu na vida real e é conhecia como a Rainha dos vodus (eu acho que já falei isso na parte 1, só estou relembrando). Ela foi interpretada por Angela Bassett, que também aparece pela primeira vez na série e se mostrou uma ótima atriz, tanto que apareceu na quarta temporada e já foi confirmada pra quinta.


Queenie é mais uma bruxa mirim. Antes de entrar pra academia ela trabalhava numa lanchonete e em um momento em que ela se irritou com um dos clientes, ela fez com que a mão dele se queimasse completamente; O poder dela é bem peculiar, ela faz com que determinada ferida que seja causada nela passe diretamente para outra pessoa, ela pode enfiar uma faca na própria barriga e ela não vai morrer e nem sentir dor; quando eu falei que a mão do cliente fica completamente queimada é porque ela enfiou a própria mão em óleo fervente. Queenie se sente excluída no clã por ser gorda e ser a única negra na academia e o fato delas terem uma empregada racista também não ajuda (claro que ela se aproveita do fato da empregada ter que obedecer a ela para lembrá-la que muita coisa mudou desde a época da escravidão), muitas vezes Queenie pensa em passar pro lado de Marie Laveau, mesmo não tendo poderes Vodu. A atriz, Gabourey Sidibe aparece nessa temporada, também pela primeira vez e é uma boa atriz, mas não é nada tão impressionante; ela também participou da quarta temporada, mas fazendo um papel muito pequeno (só aparece em 3 episódios e por isso no próximo post não ou nem falar dela). O maior trabalho na carreira dela foi protagonizando o filme Preciosa - Uma história de esperança.


Nan é uma clarividente e não foi mencionado como ela chegou à academia, mas assim é a personagem, misteriosa e enigmática. Nan pode ler a mente das pessoas até quando ela não quer (quando ela está tentando relaxar na academia com um livro, ela não consegue se concentrar na leitura por causa dos pensamentos dos outros). Ela sabe de coisas sobre as outras bruxas que elas querem manter em segredo a todo custo, mas nem sempre ela demonstra vontade de revelar esse segredo (mesmo quando se trata de assassinato e as outras estão tentando encontrar o assassino). Nan se apaixona por um dos vizinhos cuja mãe é uma fanática religiosa que proíbe ele de falar com as bruxas vizinhas. A atriz, Jamie Brewer voltou a aparecer desde a primeira temporada e quase não teve mudança na atuação dela, eu falei muito sobre ela na parte 1.

A temporada ainda tem outros personagens que eu deveria falar, mas eles só têm importância se eu contar spoiler, então eu optei por não falar deles pra não estragar nada pra vocês, entretanto eu vou citar rapidamente alguns personagens e falar dos atores:



Kyle Spencer, ele é o par romântico da Zoe e foi interpretado por Even Peters; mais uma vez tentaram criar um romance entre os personagens do Even e da Taissa, mas eu pensei que fosse ficar previsível e não ficou, talvez pelo fato de que na primeira temporada, era ele que tinha o “dever” de proteger ela e aqui ela que quer proteger ele.


Misty Day é uma bruxa completamente isolada e que tem uma grande apreciação pela natureza, quem encontra ela pela primeira vez é Zoe que pede ajuda a ela (com o que eu não posso dizer, pois serie spoiler), entretanto quando Misty se vê em perigo ela procura ajuda no clã e eles decidem ajudar ela quando descobrem que ela, assim como as outras bruxas, tem uma chance de ser a próxima Suprema. Misty é uma grande fã de Stevie Nicks e ela até faz uma participação especial na série. Eu já falei nos outros posts o quanto eu gosto dessa atriz, Lily Rabe e de suas personagens, essa em especial é minha favorita. Lily Rabe foi confirmada para a quinta temporada e está atualmente participando de outra série (que eu estou acompanhando e quando acabar provavelmente eu faça um post de recomendação).


Delphine LaLaurie, assim como Marie Laveau, ela existiu na vida real e foi uma assassina em série no século 19, ela torturou e mutilou cerca de 96 escravos negros. Eu não posso falar qual a relação ela tem com bruxas, pois seria spoiler. A atriz,  Kathy Bates apareceu na série pela primeira vez e se mostrou uma ótima atriz, a nível de Lily Rabe ou Sarah Paulson, ela reapareceu na quarta temporada e foi confirmada pra quinta.

Conclusão

Essa temporada não foi a melhor da série, mas não foi tão ruim assim, inclusive eu achei melhor que a primeira, entretanto muitas pessoas se decepcionaram, pois como a segunda temporada tinha sido muito boa, eles esperavam algo no mesmo nível ou melhor, mas não foi essa a intenção de Ryan Murphy nessa temporada, ele tinha achado a segunda muito pesada e queria fazer algo mais light pra terceira, talvez por isso muitos não tenham gostado.


Então é isso, espero que tenham gostado; desejo tudo de bom pra vocês e até a próxima.




sexta-feira, 26 de junho de 2015

Top 10 personagens LGBT dos games


Hoje (26/06) a Suprema Corte dos EUA aprovou o casamento gay em todo o país, ou seja, oficialmente, não há lugar nos Estados Unidos onde os gays não possam mais se casar, isso é uma grande conquista pra quem luta por seus direitos e pra quem apoia.

O Google, Twitter, Youtube entre outras empresas apoiaram a causa e muitas pessoas no facebook começaram a comemorar essa vitória mudando a sua foto de perfil por uma versão mais “colorida” da mesma foto. Eu queria fazer minha homenagem, mas não tenho saco para “modinhas” do facebook, então decidi fazer uma postagem aqui no meu blog (embora eu ache legal esse tipo de manifestação, não gosto de participar se tratando particularmente do facebook, já que é uma rede social mais “familiar” e eu gosto de evitar comentários de conhecidos).

Só lembrando que nem todos os personagens desse Top são necessariamente gays, alguns são trans, outros bissexuais etc.

Aviso: essa postagem pode conter spoiler de The Last Of Us, Metal Gear Solid 2 e 4, Persona 4, Scott Pilgrim vs The World (game e HQ).

10° Riley (The Last Of Us)


Ela está em 10° simplesmente por eu ainda não ter jogado esse jogo e tudo que eu sei sobre ela eu ouvi falar pela hype do jogo, mas como eu tenho vontade de jogar... Riley é o par romântico de Ellie (uma das protagonistas), ela é apenas citada na história principal, entretanto aparece na DLC Left Behinde.

Ela aparece nesse Top 10 por nós termos um protagonista gay, eu pensei em colocar a Ellie nessa lista ao invés da Riley, já que é Ellie que é a “protagonista gay”, mas assim fica mais fácil esconder o spoiler pra quem ainda está jogando (já que só é revelado que Ellie é lésbica na DLC).


9° Vamp (Metal Gear Solid)


Não sei muito sobre esse personagem também, pelo fato dele aparecer em MGS2 e MGS4 e eu só joguei o 1 até agora (talvez seja por isso que ele está em 9°), mas vamos lá. Vamp, apesar de ter poderes que o tornam quase um imortal, a origem do seu apelido não tem nada a ver com seus poderes e sim com sua sexualidade (quando alguém vir a ligação, me avise). Ele é bissexual e namorou com o comandante da marinha, Scott Dolph e até cuidou da filha do coronel como se fosse sua própria filha.


8° Naoto Shirogane (Persona 4)


Naoto é um detetive mirim que está cuidando do caso do assassino em série de Inaba (cidade onde se passa o jogo) e ela é bem andrógina, no início todos os protagonistas realmente chegam a acreditar que ela é um menino, o que é bem fácil já que ela se veste como menino e tem um nome bem masculino.

Só depois é que eles descobrem que ela é na verdade um trans, apesar de seu sexo biológico ser feminino ela se sente um menino e quer ser tratada como um mesmo gostando de meninos, ou seja, ela é trans, mas não deixa de ser heterossexual.

Muitos devem questionar porque eu a coloquei nessa lista, mas não coloquei Kanji, isso porque apesar de toda aquela história de Kanji, o jogo não deixa bem claro se ele é homo/bissexual, o jogo simplesmente fala que ele está passando por uma fase de dúvidas e muitas pessoas passam por isso, principalmente na adolescência, mas uma coisa é certa: ele se apaixona por Naoto quando descobre que ela é menina, ou seja ele não é gay.


7° Leonardo Da Vinci (Assassins Creed: Brotherhood)


Não preciso falar quem foi Leonardo Da Vinci, certo? No jogo, ele é grande amigo de Ezio, o protagonista e faz várias invenções para ajudar o jogador durante o game. O jogo não deixa muito claro que ele é gay, mas há indícios, como quando Ezio diz para ele não deixar que mulheres o distraiam do seu trabalho e Leonardo responde que não há preocupações quanto a isso.

Eu não queria colocar esse personagem na lista porque historicamente, não há nada que comprove que ele foi gay, entretanto a história é mais abstrata do que nós imaginamos e não há também nada que desminta isso. A precisão história no jogo é incrível, faz todo sentido Leonardo ser amigo de Ezio, pois na vida real, Da Vinci fazia parte do Priorado de Sião, uma sociedade secreta que era aliada à Ordem dos Templários (para mais informação leiam O Código Da Vinci).


6° Xena (Xena: The Warrior Princess)


Eu queria muito falar desse jogo no blog e vi a oportunidade nesse artigo. O jogo lançado pela Eletronic Arts para PS1 é baseado na série do mesmo nome e conta a história da guerreira Xena tentando resgatar sua melhor amiga Gabrielle e para isso ela enfrenta piratas, amazonas e até os guerreiros de Ares.

Ela aparece nessa lista justamente pela sua “melhor amiga” Gabrielle, que é mais que uma amiga. Embora o jogo não deixe isso muito explícito, é fácil perceber isso se você jogar ao jogo, assistir à série ou até mesmo fazer uma rápida pesquisa na internet.


5° Poison (Final Fight)


Vocês já devem saber porque ela aparece aqui na lista.. Poison é a musa dos trans nos jogos, é considerada a personagem LGBT dos games com maior reconhecimento dos fãs, mas eu acredito que ela possa representar não só os trans, mas também todos os LGBTs, pois o reconhecimento dela é realmente muito grande.


4° Cybil Bennet (Silent Hill)


Cybil é a policial que ajuda Harry Manson no primeiro título de Silent Hill, se sabe muito pouco sobre ela, o jogo não fala quase nada sobre ela e a Konami nunca fez nenhuma revelação da vida pessoal dela muito menos sobre a sua sexualidade, fora que ela só aparece no primeiro jogo.

Entretanto a maioria dos fãs a considera como lésbica e eles têm alguns motivos para pensar isso: ela nunca demonstrou interesse em Harry, tem cabelo curto e tem um emprego onde a maioria dos profissionais são homens e, apesar desses motivos individualmente não serem razão para acharmos que ela é lésbica, podemos ver pelo forma dela de ser que ela tem de fato um jeito bem masculino, mas como eu disse, nunca foi confirmado nada, mesmo assim eu achei interessante colocá-la na lista.


3° Kim Pine (Scott Pilgrim vs The World: The Game)


Eu queria muito falar de Scott Pilgrim aqui no blog, pois sou um grande fã da HQ e ver que o jogo foi baseado na HQ e não no filme me deixou com muita vontade de jogar. Kim Pine é baterista da Sex Bob-Omb (banda do protagonista) e ex-namorada de Scott, é uma das minhas personagens favoritas.

Quem apenas assistiu ao filme pode achar ela uma personagem muito “sem sal”, e ela de fato é bem enjoada no começo da HQ, mas depois ela começa a fazer vários amigos (não só os amigos da banda) e fica uma personagem bem mais interessante, até uma cena em que Scott a vê (bêbada) e Knives (também bêbada) se beijando escondidas!


E justamente nessa parte da HQ que Knives passa a esquecer (finalmente) o Scott, dá pra perceber porque ela o esqueceu... E o final do jogo mostra explicitamente que elas ficaram juntas, coisa que na HQ só fica um pouco implícito.

SÉRIO, ESSA HQ É MUITO BOA! LEIAM!


2° Seiko (Corpse Party)


Eu já falei sobre esse jogo no blog e acho que já falei tudo o que tinha que falar sobre essa personagem, mas vou relembrar. Seiko, assim como todos os personagens do jogo, são mandados através de um ritual para uma dimensão alternativa onde vários fantasmas e um assassino estão a sua procura.

Seiko é apaixonada por Naomi, sua melhor amiga, entretanto Seiko sabe dos sentimentos que Naomi tem por Satoshi, e ela respeita isso, entretanto ela sempre faz umas brincadeiras com Naomi (não é brincadeira, na verdade é assédio, mas Naomi leva na brincadeira), durante essas “brincadeiras” fica muito explícito que Seiko realmente deseja Naomi.


1° Nagito Komaeda (Danganronpa 2: Goodbye Despair)


Esse personagem é o mais louco que eu já vi em todos os jogos. Ele me fez ficar com medo, me fez rir, ele é único. Ele diz ser “fã” de todos os outros personagens do jogo (literalmente todos), mas é um nível completamente insano de admiração, é o tipo que admiração que o fã de John Lennon tinha quando o matou (eu não estou brincando, esse cara é muito insano).

Apesar dele admirar todos os personagens, ele tem uma admiração única pelo protagonista, do tipo que ele está claramente apaixonado por ele, como quando ele fica doente e é uma doença que o faz contar mentiras, então ele diz odeia o protagonista e que odiaria ficar preso numa ilha com ele. Da pra sentir o nível de insanidade, né?


Bom, então é isso. Só lembrando que esses são os MEUS personagens favoritos, não é nada oficial, é mais pessoal. Espero que tenham gostado e até a próxima!
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