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sábado, 12 de dezembro de 2015

Análise: Metal Gear Solid 1

Hoje trago para vocês essa obra-prima. Eu zerei há alguns meses e decidi fazer uma análise mesmo o jogo tendo lançado há quase 20 anos. Poucas pessoas sabem, mas esse não é o primeiro jogo da saga e sim o quarto. Para explicar melhor a história desse jogo eu vou contar spoilers de Metal Gear e Metal Gear 2:Solid Snake, para logo após falar a sinopse de MGS sem spoiler, mas vou avisar que a história do jogo é muito complexa e trata de assuntos polêmicos. Alguns personagens que antes eram aliados, hoje são inimigos por motivos que até quem já jogou todos os jogos não entendem direito, se você já jogou os Metal Gears atuais, mas nunca jogou os antigos, pode ficar um pouco perdido.

Gênero: Ação; Stealth.
Desenvolvedor: Konami.
Plataforma: Playstation.
Modo: Single-Player.

Metal Gear Solid foi lançado no dia 3 de setembro de 1998, oito anos depois de seu antecessor e foi desenvolvido pelo grande ilustre Hideo Kojima. Kojima planejou lançar o jogo por volta de 1994 com o título de Metal Gear 3, mas após ver a capacidade de Hardware que o Playstation tinha, ele mudou de ideia, pois podia finalmente fazer aquilo que ele queria ter feito desde o Metal Gear 1. O título Metal Gear Solid é referente ao fato dos jogos serem agora tridimensionais, mas também ao codinome do protagonista.

Os jogos antigos, Metal Gear e Metal Gear 2: Solid Snake foram lançados para MSX2 no Japão e mais de dez anos mais tarde para celular, o primeiro também foi lançado para NES, mas é considerada uma versão muito inferior.

METAL GEAR

A história do primeiro jogo se passa em 1995; os pedidos das Nações Unidas levaram uma unidade de elite dos Estados Unidos conhecida como FOXHOUND a mandar um agente a uma fortaleza na África do Sul conhecida como Outer Heaven, esse agente é um dos personagens mais queridos da série: Gray Fox.

Após algum tempo, Gray Fox manda uma mensagem de emergência a FOXHOUND e só conseguiu dizer duas palavras antes de perder o sinal: “METAL GEAR”. O líder do FOXHOUND, Big Boss, manda outro agente para investigar a Outer Heaven e resgatar Gray Fox, esse agente é Solid Snake. A FOXHOUND usa patentes para determinar os melhores e os piores agentes, sendo Fox a patente mais alta e Snake a mais baixa.

Snake consegue resgatar Gray Fox e ele explica que Metal Gear é uma máquina capaz de operar em qualquer tipo de terreno e lançar mísseis nucleares e que o plano da Outer Heaven é usá-lo para obter superioridade militar global. Agora a missão de Snake é destruir o Metal Gear.

Snake consegue finalmente encontrar Metal Gear e o destrói, durante a fuga ele encontra com Big Boss que revela ser o líder da Outer Heaven, seus planos se baseiam em tornar a Outer Heaven a nação mais poderosa do mundo; Big Boss é outro personagem muito querido da saga e é o protagonista da maioria dos jogos atuais. Big Boss ativa a autodestruição do local e ele e Snake batalham. Apesar de tudo, Snake vence e só ele é visto deixando o local antes da explosão.

METAL GEAR 2: SOLID SNAKE

Quatro anos depois do fim do primeiro jogo, o petróleo está escasso no mundo e os países estão entrando em uma crise de energia, tudo estava indo de mal a pior. Um cientista Tcheco conhecido como Kio Marv desenvolveu um micro-organismo que ele chamou de OILIX. Isso iria, teoricamente, acabar com a crise, pois esse micro-organismo tem a capacidade de refinar o petróleo. Entretanto Kio Marv foi sequestrado e levado a Terra de Zanzibar.

Snake, que saiu da FOXHOUND, se infiltrou em Zanzibar para resgatar Marv. Chegando lá, ele encontra o Doutor Pettrovich, que criou o Metal Gear em Outer Heaven, ele fala que estava lá para recriar Metal Gear, mandado por Big Boss, que ainda estava vivo.

Após resgatar Pettrovich, Snake se depara com seu melhor amigo sumido há muito tempo: Gray Fox, que diz que apesar de tudo, vai estar sempre com Big Boss, pois ele lhe deve sua vida. Após destruir mais uma vez o Metal Gear e derrotar Gray Fox, Snake se depara novamente com Big Boss, após outra luta épica, Snake sai vitorioso e é resgatado com o plano estruturado do OILIX.

METAL GEAR SOLID

Depois do final de Metal Gear 2, Snake achava que finalmente podia descansar e que por tudo que ele passou nos dois jogos anteriores, ele poderia aproveitar a aposentadoria morando isoladamente do resto do mundo no Alasca, mas algo ainda o incomodava muito, já que existia a possibilidade dele ter matado o próprio pai ao ter tirado a vida de Big Boss.

Em 2005 (seis anos após o segundo jogo) um grupo de terrorista formado pelos novos agentes da FOXHOUND ameaça atacar a Casa Branca se eles não receberem os restos mortais de Big Boss e deram um prazo de 24 horas. A secretaria de defesa dos Estados Unidos convoca Roy Campbell (que havia comandado a missão de Snake em Zanzibar) e ele manda alguns soldados armados buscarem Snake.

No começo, Snake se recusa a aceitar a missão, mas ele fica surpreso quando Campbell fala das exigências dos terroristas, Campbell explica também que foram encontrados mais de 60 tipos diferentes de genes no DNA de Big Boss e com estudo genético seria possível criar super soldados. Apesar de tudo, Snake recusa a missão, mas Roy Campbell o chantagea. Snake aceita sob a condição de que Campbell não esconda nada dele e assim se inicia o jogo.

Personagens

Solid Snake

É o protagonista do jogo, é um lendário agente de infiltração e sabotagem. Ele tem uma grande experiência em guerra e em combate. Ele vê a si mesmo apenas como um produto do meio, onde esse meio é a guerra e isso quer dizer que ele tem que viver com o peso na consciência de ter matado várias pessoas (algumas delas inocentes) apenas para resolver conflitos dos líderes mundiais.

Roy Compbell

É um ex-coronel da FOXHOUND e um grande companheiro da Snake, Snake até chega a chamá-lo de “amigo” em um determinado momento no jogo e Campbell fica surpreso em ver que Snake o considera um amigo.

Naomi Hunter

Uma geneticista que dá suporte médico a Snake, ela também dá a Snake informações sobre os principais inimigos. Apesar de termos poucas informações sobre ela no começo, ela é muito importante para a história.

Meryl Silverburgh

Sobrinha de Roy Campbell, ela é um agente novato. No começo, Snake a vê como se ela o estivesse atrasando, mas depois passa a se preocupar com a vida dela, primeiramente por Campbell e depois de um tempo, por motivos pessoais.

Hal “Otacon” Emmerich

Ele é contratado pela FOXHOUND para reconstruir o Metal Gear, mas após Snake o resgata e explicar para que o Metal Gear vai ser usado, ele passa a ajudar Snake da melhor forma possível.

Dados gerais
·         Gráficos: O jogo tinha problemas com os gráficos com relação ao equilíbrio, alguns personagens eram super cheio de detalhes enquanto outros eram simplesmente poligonais (eu sei que é um jogo de PS1, mas era uma grande diferença, a mesma diferença da Lara Croft no Tomb Raider 1 para a do 2) o mesmo não acontecia com o cenário, a ambientação e beleza do jogo era inquestionável. A câmera escondia bem esses poucos defeitos, mas isso levava a outro problema; quando tinha um local que era preciso se abaixar para entrar, a câmera também escondia isso e o jogador fica procurando que nem louco algo que estava de baixo de seu nariz. Nota: 7,5.


·         Enredo: Como eu disse, a história é bem complexa, mas isso não é um ponto negativo. O jogo é cheio de Plot Twist, algumas coisas são de cair o queixo, não dá nem para suspeitar e outras são bastante óbvias, mas não são essas que tem o maior foco do enredo. Nota: 10,0.

·         Jogabilidade: Não sei nem por onde começar, a liberdade que o jogador tem é incrível. Você pode simplesmente se esconder e depois sair correndo quando não tiver ninguém olhando, pode matar um inimigo por trás quebrando o pescoço (isso não vai chamar atenção dos inimigos, mas eles vão ficar modo alerta ao ver o cadáver), vocês tem que lembrar que o gênero Stealth se iniciou aqui. O jogador tem itens para paralisar os inimigos, desabilitar câmeras, explosivos e etc.. O arsenal é muito grande, cada arma funciona de uma forma diferente em cada boss (alguns são imunes a todas as armas, obrigando o jogador a ficar tentando e morrendo até perceber que o melhor é ficar trocando socos com o inimigo). Você não pode deixar pegadas na neve, ou vai mostrar para o inimigo onde você está, a menos que você use isso ao seu favor. Você pode também dar um soco de leve no metal para chamar a atenção do inimigo e depois matá-lo de surpresa. O jogador demora muito nos chefe iniciais, para se acostumar à estratégia do jogo, os chefes do final do jogo são mais fáceis que os do começo (com exceção do boss final), pois o jogador já tem as estratégias na mente. Nota: 10,0.

Conclusão

Minha nota final para o jogo é 9,2. Como eu disse, o jogo é uma obra-prima. Mesmo sendo um jogo de décadas atrás, ele merece ser jogado, tanto por quem não jogou na época, quanto por quem não era nascido e se você pretende jogar os atuais (como por exemplo, o recente Phantom Pain) o melhor é começar por esse (ou pelo Metal Gear 1, você escolhe) e mesmo tendo jogado todos, ainda vai ter muita coisa que não vai ficar clara, pois como eu disse, a história é muito complexa.


Espero que tenham gostado, só um pequeno aviso; agora o blog está com uma página no facebook, para conferir é só clicar aqui. Desejo tudo de bom para vocês e até a próxima.

domingo, 2 de agosto de 2015

Análise Tom Raider: Anniversary


Gênero: Ação; Aventura.

Desenvolvedora: Crystal Dynamics
.
Plataforma: PC; Playstation 2; Playstation Portable (PSP); Xbox 360; Nintendo Wii; Playstation 3.

Modo: Single-Player


Tomb Raider Anniversary que foi lançado em junho de 2007 é um remake do primeiro Tomb Raider, lançado em outubro de 1996. O jogo não é apenas um remake no sentido de ser totalmente baseado na obra original, ele também é considerado um reboot, já que muda boa parte da história.

O Tomb Raider Legends (que foi lançado cerca de um ano antes do Anniversary) é o que trás as maiores características de Reboot e o Anniversary apenas foi feito seguindo as mudanças que o Legends tinha trazido. A série já sofreu várias mudanças em relação à história original do primeiro jogo (podemos dizer que essas mudanças são “pseudo-reboots”, já que o único reboot oficial é o de 2013). Ainda assim, Anniversary ainda é um remake, totalmente baseado na primeira obra da série.


Nos primeiros títulos, a Lara trabalhava apenas pela emoção e adrenalina e matava tudo e todos que entravam em seu caminho sem pensar duas vezes. Agora ela faz para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com a sua mãe.

Nessa análise eu vou fazer comparações tanto com o original quanto com o Legends e vou contar parte da história do Legends para vocês poderem entender o enredo completo.

Sinopse

Lara é filha de Richard Croft, um famoso e milionário arqueólogo. Quando era pequena, Lara e sua mãe, Amélia DeMonay Croft, sofreram um acidente de avião nas montanhas do Himalaia e um infeliz acidente fez com que a mãe desaparecesse. Lara sobrevive sozinha por 10 dias até ser resgatada e passa a ser treinada pelo pai, por sua vontade de herdar o título de Richard de famoso arqueólogo.


Richard se tornou, desde então, obcecado por tentar descobrir o que aconteceu com Amélia e em uma de suas escavações, tentando descobrir a verdade ele sofre um acidente e é dado como morto.

Lara agora já adulta, famosa e indepente é contratada por Jacqueline Natla para encontrar um misterioso artefato conhecido como Scion, uma relíquia de Atlântida. O artefato é dividido em três partes e é guardado em segurança em tumbas antigas no Peru, Grécia e Egito.

Personagens

Lara Croft


É a grande heroína do jogo, ela sofreu um treinamento intenso durante praticamente toda a sua vida e é a única capaz de roubar o Scion. Ela só aceita o trabalho, pois essa foi uma missão na qual o seu pai falhou, se ela conseguir ela não só vai fazer uma grande homenagem ao seu falecido pai, como também vai provar ao mundo que ela mais que merece o título de herdeira de Richard.

Jacqueline Natla

Chefa executiva e diretora geral da Natla Technologies, uma empresa famosa de tecnologia que está muito interessada no Scion e contrata Lara Croft. Ela não confia em Lara, pois tem medo que ela leve esse trabalho para o lado pessoal e fique com o artefato (já que Lara não precisa do dinheiro) e manda vários capangas para “ficarem de olho” na Lara, eu vou falar apenas dos mais importantes.

Larson Conway


Um dos mercenários contratado por Jacqueline, ele quem vai oferecer o trabalho para Lara em nome de Jacqueline no começo do jogo e fica perseguindo ela, para ter certeza de que ela vai fazer o trabalho direito e que não vai ficar com o Scion para ela.

Pierre DuPont


Assim como Larson, ele foi contratado para perseguir a Lara, mas ele tem um papel maior, ele é como um concorrente da Lara e chega até a ser um rival. Ele lembra aquele personagem de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida que sempre espera o Indiana Jones conseguir uma relíquia para depois roubar dele.

Dados Gerais

·                    Gráficos: Tomb Raider Anniversary foi criado no mesmo motor gráfico que Legends, então uma comparação com o original de PS1 chega a ser algo ridículo. Nós vemos partículas de poeira em suspensão quando aparecem feixes de luz e quando a Lara entra na água seu corpo fica molhado e se a Lara levar um arranhão no rosto ou algo assim, o rosto realmente fica arranhado; ao longo das fases ela vai ficando suja, com o rosto e a roupa cheio de poeira e se ela cair na água, a sujeira some. Esses detalhes parecem besteira se comparados aos atuais PS4/XboxOne, mas lembrem-se que esse é um jogo de Ps2 e essas particularidades discretas nunca deixam de me impressionar. Como é um jogo multiplataforma, claro que tem mudanças gráficas de um console para outro, por exemplo, o fogo é mais realista na versão de PC do que a de PSP ou a água é mais “molhada” em determinada versão, mas são pequenas diferenças. Nota: 9,5.


·                    Enredo: Quase nada mudou na história, como eu havia dito apenas pequenas mudanças para se adaptar às alterações que o Legends trouxe. A Lara agora não mata qualquer um sem motivo, se ela tiver que matar alguém é porque isso põe em risco a vida dela e ainda assim ela hesita em matar. Se alguém ocasionalmente morrer, ela demonstra tristeza através das expressões faciais, essa é uma das principais mudanças que o Legends trouxe. Nota: 8,2.


·                    Jogabilidade: É aqui que tem a maior mudança, tanto em relação ao original quanto ao Legends. O arsenal é o mesmo do PS1 e os itens de primeiros socorros também, entretanto algumas relíquias extras foram adicionadas. No Legends a Lara tinha um binóculo que ajudava ela a analisar as construções que ela tinha que escalar, tinha uma lanterna, uma equipe que contatava ela pelo fone-de-ouvido e um gancho magnético; no Anniversary ela já não tem mais o binóculo nem a equipe (isso para aumentar o nível de dificuldade que foi criticado no Legends), mas tem um diário que dá dicas ao jogador (que na maioria das vezes não ajuda muito), ela também não tem mais a lanterna, pois não tem necessidade, as fases do anniversary são bem mais iluminadas que a do Legends e ela ainda têm o gancho que ajuda tanto a pular lugares altos (onde ela se pendura pela corda como o Tarzan faz com os cipós) quanto a resolver puzzles (mover caixas ou pedras, por exemplo). Os puzzles estão bem difíceis, no nível do jogo original. Também foi adicionado o Bullet-Time e o Quick-Time Event só para dar um toque mais especial ao jogo. Nota: 8,5



Conclusão

Minha nota final para o jogo é 8,7. O jogo lembra muito o original, mas ainda deixa a sensação de que algo está diferente, não que isso seja algo ruim, muito pelo contrário. O jogo está bem silencioso, para aumentar a sensação de solidão, assim como era no original. A trilha sonora está mais presente nas cenas de ação e ela é espetacular. O jogo tem muitas fases novas e as antigas não são apenas uma cópia do jogo original, são uma reimaginação, adaptadas para o novo motor gráfico e para as mudanças na jogabilidade que o remake trouxe. O play time varia de 16 hrs a 25 hrs, mas se for rejogar, depois de já conhecer todos os segredos, o tempo cai pela metade. O remake é um grande presente aos fãs e é ótimo para quem não acompanhou a saga desde o início e quer conhecer.


Então é isso, espero que tenham gostado. Desejo tudo de bom para vocês e até a próxima!



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Análise: 999 - Nine hours, Nine persons, Nine doors


Gêneros: Aventura gráfica; Visual Novel.

Desenvolvedora: Chunsoft.

Plataforma: Nintendo DS; IOS.

Modo: Single-player.

Também conhecido como Zero Escape: 999 foi lançado em Novembro de 2009 inicialmente no Japão e em 2010 na América do Norte e para IOS em 2013 no Japão e em 2014 no resto do mundo (apenas em inglês).

O jogo teve uma continuação, chamado Zero Escape: Virtue’s Last Reward, que foi lançado para Nintendo 3DS e para PSVita. Foi lançado um OVA promocional do segundo jogo, vou colocar no final do post o OVA com a legenda em inglês, para quem tiver curiosidade de assistir, mas eu recomendo vocês assistirem apenas depois de zerar 999, pois tem um pequeno Spoiler do início do segundo jogo. O OVA tem apenas 13 minutos e mostra apenas o início do game.

Sinopse

O protagonista acorda trancado em uma sala sem se lembrar de nada e sem saber onde está (fora o fato de ter um bracelete em seu braço com o número 5), depois de um tempo fica óbvio que ele está preso em um navio. A única janela da sala quebra e começa a entrar água, fazendo com que ele tenha pouco tempo para escapar. Depois de um tempo, descobrindo como sair da sala, ele se lembra de que foi sequestrado por alguém que usa uma máscara de gás e que utiliza o pseudônimo de Zero.

Depois de escapar da sala, ele encontra mais oito pessoas, cada um deles carregando um bracelete com um número. Para manter o anonimato, eles decidem usar apelidos ao invés do nome original deles. Uma voz no megafone (que eles deduzem ser Zero) diz que eles são todos jogadores e explica as regras do Nonary Game.

As regras são basicamente essas: Os nove personagens tem nove horas para sair do navio, caso contrário, o navio vai afundar. Ao longo do Nonary Game, eles vão encontrar algumas portas com um número, que varia de 1 a 9, quando encontrarem tal porta, eles tem que decidir quem vai passar pela porta, de tal forma que apenas de 3 a 5 pessoas podem passar, mas existe uma restrição de quem pode passar por tal porta. O objetivo do jogo é encontrar a porta com o número 9, que é a saída.

Personagens

OBS: Vou pular a parte em que eu falo dos personagens, pois eu percebi que seria muito difícil falar sobre cada um sem dar spoiler. Sendo assim, vou direto para os dados gerais para não estragar a experiência de vocês ao jogarem.

Dados gerais

·                    Gráficos: Não se tem muito a falar sobre os gráficos, eles não deixam a desejar, porém também não impressionam; ainda assim, os gráficos entram em perfeita harmonia com o game, o cenário é pré-renderizado em 3D e o desenho dos personagens estilo anime combina com o ambiente. Nota: 7,5.



·                    Enredo: Excelente! Sério, a história é muito boa, lendo a sinopse, pode parecer simples, mas é muito, muito complexo. O jogo aborda temas que você nem sequer imagina que o jogo vai abordar como telepatia, conspirações com a tragédia do Titanic, rainhas egípcias que, no processo de mumificação, foram congeladas (sim, congelada. No Egito antigo) e muitas outras coisas que parecem não ter nada a ver. Muitas coisas não ficam claras no jogo, mesmo que você zere 100%, algumas coisas ficam dependendo da interpretação do jogador, mas imagino que algumas coisas foram respondidas no segundo jogo. Na tela de New Game se encontram na parte superior da tela de cima, seis interrogações que representam cada final do jogo, porém o jogo tem apenas um final verdadeiro. Nota: 9,5.



·                    Jogabilidade: Fora os diálogos e as escolhas, que são padrão em jogos de Visual Novel, também tem a parte Escape, em que o jogador tem que resolver um puzzle. Os puzzles consistem em interagir com objetos através da tela Touch Screen e eu não vou mentir, os puzzles são bem difíceis. Obviamente, interagir com objeto não é difícil, mas os puzzles vão exigir muito raciocínio do jogador, por exemplo, se você encontra um papel com letras e para sair da sala, tem que encontrar um código com 8 dígitos, só que são permitidos apenas números, você tem que descobrir como aquele papel vai te ajudar. Depois de um tempo tentando resolver, a resposta simplesmente aparece, como se estivesse o tempo todo bem na nossa frente. A forma como as suas escolhas influenciam no final, ficou perfeito, o mínimo detalhe pode te levar para um final trágico ou te levar para o final verdadeiro. Vale muito a pena liberar todos os finais, pois se for jogar apenas para liberar o final verdadeiro, o jogo vai ficar muito curto. Nota: 10,0.



Conclusão

Minha nota final para o jogo é 9,0. O jogo é muito bom, foi um dos melhores jogos que eu joguei no Nintendo DS. O jogo recebeu críticas muito boas e até venceu o prêmio de jogo de melhor história da IGN de 2010. Já a sua sequência, Virtue’s Last Reward, foi indicado a sete prêmios e venceu 4 (Jogo portátil do ano da GameSpot, Melhor história de 3DS/DS de 2012 da IGN, Melhor aventura gráfica de 2012 da RPGFan e Melhor História de 2012 da RPGFan).


Então é isso, espero que tenham gostado. Assim como na análise de Ace Attorney, eu queria poder entrar mais em detalhes, mas o jogo é curto então qualquer detalhe pequeno vai ser um spoiler, até mesmo falar sobre cada personagem é um spoiler. Mesmo se você for liberar todos os finais, você acaba ficando com um gostinho de “quero mais”, o jogo é em todos os sentidos, curto. Comentem para ajudar o blog e até a próxima.





domingo, 4 de janeiro de 2015

Análise: Corpse Party – Blood Covered.



Gênero: Visual Novel; Survivor Horror; Aventura.

Desenvolvedora: Team GrisGris.

Plataforma: PC; PSP.

Modo: Single-player.

O primeiro Corpse Party foi criado no RPG Maker para PC-9801 (um micro-computador japonês de 16 bits) e foi lançado em 1996. Em 2008 foi lançado um remake para Windows com o título de Corpse Party – Blood Covered que trazia uma melhoria nos gráficos, novos personagens e novos eventos e foi lançado também no ocidente (o primeiro foi lançado apenas no Japão) e desde então a franquia ficou muito mais famosa, trazendo vários títulos de mangá e um anime e outros jogos Spin Offs. Em 2010 foi lançado Corpse Party – Blood Covered.. Repeated Fear para PSP, que é apenas um Remake de Blood Covered (é, um Remake de um Remake. Mais ou menos isso) que trazia apenas melhorias gráficas quanto à arte dos personagens e às CGs, fora isso era tudo igual. Essa análise serve tanto para o Blood Covered de PC quanto para o de PSP.

Sinopse



A história começa na escola Kisaragi Academy onde um grupo de estudantes está contando histórias de terror á noite, sobre escolas que ficavam onde hoje é Kisaragi Academy, quando eles têm a ideia de realizar um encantamento que uma das estudantes viu na internet conhecido como “Sachiko Ever”, mas o encantamento acaba se transformando em maldição.

 Depois de um terremoto, o chão se abre e todos caem e acabam desmaiando e eles acordam em uma escola que foi fechada (e demolida) há vários anos por conta de eventos estranhos de assassinatos e desaparecimentos. Assim que chegam à escola, eles se deparam com um cenário completamente macabro, o chão e o teto feito de madeira velha, quase se quebrando; janelas quebradas; sangue e esqueletos no chã; baldes com vômito e outros líquidos nojentos e agora eles têm que sobreviver a fantasmas das crianças que morreram nesses misteriosos eventos e ao suposto assassino que está andando pela escola procurando novas vítimas.

Personagens

Naomi Nakashima

Naomi é bastante insegura em basicamente tudo que faz. É amiga de todos, principalmente de Satoshi e Seiko. É bastante meiga, mas também é durona nas horas em que precisa enfrentar seus medos. Está apaixonada por Satoshi, mas tem medo que ele não corresponda.

Satoshi Mochida

Satoshi se preocupa muito com todos os seus amigos, principalmente com Naomi e com sua irmã Yuka. É visto muitas vezes como o mais covarde do grupo, mas sempre surpreende a todos com sua coragem na hora de proteger a todos. Ele ainda não se decidiu sobre estar ou não apaixonado por Naomi, mas nos momentos de medo se pega mais preocupado com ela do que com qualquer um (com exceção talvez de sua irmãzinha).

Ayumi Shinozaki
Ayumi é fascinada por ocultismo e maldições, é ela que tem a ideia deles fazerem o “Sachiko Ever”, o que inicia todo o evento do game. Ela é apaixonada por Satoshi e tem ciúmes da intimidade que ele tem por Naomi. Apesar de ser uma adoradora do terror, chega a ser a mais medrosa do grupo. É completamente dependente.

Sakutaro Morishige



É o personagem que menos aparece em todo o game e, portanto se sabe pouco sobre ele, mas o que dá para entender sobre suas ações é que ele não é muito social e nem faz questão de ser. Ele passa o jogo todo sozinho, dando a ideia de que ele é completamente independente. Ele é melhor amigo de Mayu e sempre que ele encontra alguém ele pergunta se eles a viram e depois vai embora, o que dá a entender que ele só se preocupa com ela e com mais ninguém.

Mayu Suzumoto



Mayu é uma estudante que vai ser transferida para outra escola o que dá aos outros estudantes uma sensação de que eles não vão mais a ver (o que leva Ayumi a querer realizar o “Sachiko Ever”, que deveria fazer com que todos fossem unidos sempre). Apesar de ser amiga de todos, ela se preocupa mais com Sakutaro e nos momentos de medo, ela sempre chama seu nome, dando a entender que ela é dependente dele.

Yui Shishido




É a professora de todos os estudantes (com exceção de Yuka) e se preocupa mais com o bem estar de seus estudantes do que consigo mesma, sendo capaz até mesmo de sacrificar sua vida para salvar a todos. Também aparece pouco e se sabe muito pouco sobre ela.

Seiko Shinohara



É a melhor amiga de Naomi e se preocupa mais com ela do que com qualquer um. Ela é apaixonada por Naomi, mas sabe do amor secreto que Naomi tem por Satoshi e ela respeita isso, mas sempre faz brincadeiras com Naomi, tipo pegar nos seios dela e falar que ela é gostosa (apesar disso, Naomi não sabe sobre os sentimentos de Seiko ela sempre leva tudo na brincadeira).

Yuka Mochida



É a irmã mais nova de Satoshi, como ela não conhece muito os outros, ela sempre chama por seu irmão quando está com medo. Como ela é muito nova, tudo aquilo é muito pesado para ela e ela só pensa em voltar para casa com seu irmão.

Yoshiki Kishinuma



Yoshiki é um estudante delinquente. Ele é apaixonado por Ayumi, mas sabe dos sentimentos dela por Satoshi e isso faz com que ele tenha raiva de Satoshi. Em vários momentos em que ele está sozinho com Ayumi, ela fala que gostaria de estar com Satoshi, o que faz os dois brigarem. Apesar de ter raiva de Ayumi por falar muito de Satoshi, ele se preocupa muito por ela e sempre coloca seu ego de lado para ajudá-la.

Dados gerais

  • · Gráficos: Todo o jogo é em 2D, lembrando muito jogos de Super Nintendo, ainda assim a ambientação sombria consegue passar bem a ideia de terror do game. Os gráficos são, de maneira bem resumida, simples, mas não há o que reclamar nessa parte. Nota: 7,0.






  • · Enredo: O jogo se passa em capítulos, um capítulo não sendo necessariamente a continuação do anterior, mas explicando muitas coisas dos capítulos passados. A história é ótima, tendo que acompanhar as aventuras de cada personagem separadamente para entender a história por completo. Nota: 9,0.


  • · Jogabilidade: É simples, mas bastante original. Diferente de qualquer Visual Novel que se possa encontrar. Os puzzles são bastante difíceis, se você errar alguma coisa no puzzle, por menor que seja, você consegue o “wrong end” obrigando o jogador a retornar ao último save para tentar novamente. Em alguns casos não tão raros, pode acontecer do jogador fazer basteira no início do capítulo, mas só conseguir o “wrong end” no final, sendo obrigado a jogar o capítulo todo de novo (cada capítulo deve ter uma média de 3 horas, então o jogo completo tem mais ou menos 15 horas). Nota: 9,0.




Conclusão

Minha nota final para o jogo é 8,4. O jogo é ótimo, diferente, tem uma ótima história, apesar dos gráficos não serem tão bons ele ainda dá aquele frio na barriga, então eu acho que eu fui bastante justo com a nota. Comentem, deem a suas opiniões para ajudar nas próximas análises. Eu mais de 10 dias sem postar nada, mas nessa época de natal e ano novo, pode-se dizer que eu estava tirando férias. Até a próxima e feliz 2015!
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