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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Scream (TV)


No dia 29 de Julho de 2015 estreou na MTV uma série de tv baseada na franquia clássica de filmes de mesmo nome, conhecido como Pânico no Brasil. Assim que foi anunciado, a série prometia ser uma adaptação dos filmes para a tv e logo os fãs se encheram de perguntas; “a série vai contar a mesma história dos filmes? Será uma sequência?”, “vão ser apresentados os mesmos personagens ou teremos novos protagonistas?”, “os personagens antigos vão ao menos fazer uma aparição?”.

Assim que estreou, ficou claro que se tratava de uma história completamente diferente, mas completamente baseada nos filmes. Primeiro de tudo, assim como nos filmes, a história atual tem como base acontecimentos no passado; nos filmes, a protagonista testemunhou o assassinato da própria mãe e mandou um suspeito para a cadeia, mas assim como todos sabem, ele não era o assassino.


Já a série, esse “acontecimento passado” tem a ver com Brandon James, um antigo vizinho que morou em Lakewood, a cidade onde se passa a história. Ele tinha uma deficiência física em seu rosto e por isso tinha vergonha de sair de casa, pois muitas pessoas o consideravam um monstro. É conhecido que ele era um serial killer que matou alguns estudantes.

Assim como nos filmes, o assassino usa uma máscara, diferente da usada nos filmes, mas levemente parecido. A série lembra muito os filmes, cheio de referências a outros filmes de terror e com um humor sarcástico, personagens que tem quase o mesmo papel dos filmes antigos, amigos da protagonista, namorado, meninas populares que só pensam em fofocas, nerds fãs de filmes clássicos de terror e etc...

Sinopse

Tudo começa quando um vídeo se torna viral na internet, que mostra Audrey, uma amiga de infância da protagonista, em uma experiência lésbica. Todos na escola veem o vídeo e isso faz a protagonista, Emma, ficar com pena de Audrey e ficar com um sentimento de culpa por ter se afastado dela e tenta recomeçar essa amizade e oferecer conforto para ela passar por essa fase.


Outra amiga de Emma, Nina, é encontrada morta e logo descobrem que ela hackeava os aparelhos de quase todos na escola e sabia de tudo que aconteciam com todos. Ela tinha gravações ocultas de seus amigos em sua rotina normal. O namorado dela, Tyler, está desaparecido e é o principal suspeito.

O assassino liga e passa a enviar mensagens para Emma dizendo que ele quer “brincar” com ela. Ele diz que todos que ela conhece guardam algum segredo dela, amigos, família, todos. Com o tempo ela passa a descobrir os segredos que a envolve de seus amigos, namorado e mãe.

Personagens


Emma Duval é a protagonista. O assassino entra em contato com ela várias vezes para brincar com ela e para incentivar ela a investigar os segredos daqueles que a rodeiam e ele promete que só assim ela vai descobrir as verdadeiras intenção do assassino. Ela é do tipo estudiosa, mas é também do tipo popular, com aquelas típicas amigas patricinhas que gostam de fofocar.


Audrey é a amiga de infância de Emma, elas pararam de se falar depois que Emma passou a andar com as amigas patricinhas e Audrey, rejeitada por essas meninas, também passou a ser rejeitada por Emma. Audrey tem uma namorada, porém não fica claro se ela é lésbica ou bissexual; o seu melhor amigo fala o tempo todo que ela é bi-curiosa.


Noah é o melhor amigo de Audrey, eles ficaram ainda mais amigos depois que Audrey e Emma pararam de se falar e continuaram amigos mesmo depois que elas voltaram a ser amigas. Noah tem um papel bem clichê nessa série, ele é aquele nerdão fã de filmes de terror e ficção científica que diz as regras para sobreviver. Como eu já disse, a série tem muitas referências a filmes de terror em geral, 85% das referências vem desse personagem, só que além de filmes ele também fala de outra séries (como The Walking Dead e Pretty Little Liars) e jogos, ele até explica a história de The Last of Us.


Brooke é uma das novas amigas da Emma, ela é a filha de prefeito da cidade (pode-se logo perceber o quão mimada ela é) e está em um relacionamento com o seu professor, Seth Branson. Branson já deixou claro que deseja Brooke, tão sexualmente como emocionalmente, ele realmente está apaixonado por ela, mas ele tem muito medo que alguém descubra e ele perca seu emprego, então raramente se encontra com ela, o que a deixa muito irritada. 


Will é o namorado de Emma. Dos amigos que o assassino diz que guardam segredo, ele é o que mais tem segredos, muitos desses segredos passa a ideia aos espectadores que tem relação aos assassinatos. Emma, com o tempo vai descobrindo esses segredos e passa a ficar com raiva dele e pouco tempo depois, perdoá-lo; porém o assassino não aceita que ela o perdoe tão facilmente e passa a usar ele para “brincar” ainda mais com ela.

Atores

Uma das coisas que mais decepcionou nessa série foi a quantidade de atores amadores fazendo um projeto tão grande. Willa Fritzgerald, que faz a protagonista não é uma má atriz, a atuação dela não é lá essas coisas, mas ainda assim não é uma atuação ruim. O que estragou foi a personagem; tentaram fazer uma personagem tão interessante quanto Sidney Prescott, mas fracassaram miseravelmente.

Bex Taylor-Klaus (que fez Audrey) junto com Bobby Campo (que fez Branson) foram os melhores atores da série. Como referência da atuação deles eu encontrei Bex Taylor fazendo um papel em Arrow, então quem assiste a série deve ter reconhecido. Quanto a Bobby eu não achei muitas referencias boas, só Premonição 4 e o filme nem é bom.


John Karna fazendo Noah foi a atuação mais amadora da série. Não encontrei muitas referencias boas dele. Connor Weil que fez Will não teve uma atuação tão ruim e também não foi tão amadora, eu procurei referências de sua atuação, encontrei várias (o que é bom pois ele iniciou a carreira dele há apenas 5 anos), porém a melhor, acreditem ou não foi no filme Sharknado.

Carlson Young fazendo Brooke, foi a melhor atuação da série, o personagem dela é daqueles que você fica torcendo para morrer, mas até que se tornou interessante ao longo da série. Das melhores referências que encontrei estão Heroes, Pretty Little Liars, True Blood, CSI e Grimm.

Tracy Middendorf, que faz a mãe de Emma, foi a atriz mais profissional que eu encontrei. Ela participou de Star Trek, Arquivo X, 24 horas, CSI, Cold Case, House, Missão impossível 3, Lost, Bones, Criminal Minds entre outros.

Conclusão

A série teve críticas muito ruins, onde a melhor crítica foi de 7,4 e a pior foi 4,8. Eles tentaram fazer algo bem nostálgico, mas que também interessasse a nova geração, o resultado foi que a série ficou Teen demais, chamando pouca atenção de quem já é fã dos filmes desde o século passado, entretanto quem nunca assistiu aos filmes não vai achar a série interessante, então ela ficou ruim para quem é fã dos filmes e ficou ruim para a nova geração.

Uma coisa que eu achei interessante foi que os filmes acompanham a evolução tecnológica, por exemplo, no segundo filme o assassino tenta desviar o identificador de chamadas, no terceiro filme o assassino clona números de telefone e nessa série o assassino usa todas as vantagens que puder, como as mensagens de whattsapp.


No começo a série era mais ou menos. Lá pro episódio 4 ela começou a ficar muito boa e a partir do oitavo episódio, começou a decair e o último episódio foi uma decepção, mas os minutos finais lembrou aos espectadores que ainda tem umas questões não resolvidas. A segunda temporada já foi confirmada.

Se você está pensando em assistir a série, minha dica é: se você (assim como eu) é fã dos filmes, pode ser que você goste dessa série; se você nunca assistiu nenhum filme da franquia, ou nem sequer curte os clássicos do terror, pode esquecer.

Então basicamente é isso, espero que tenham gostado. Desejo tudo de bom para vocês e até a próxima.



terça-feira, 1 de setembro de 2015

American horror story (parte 4)

Freak Show


A quarta temporada de American Horror Story gira em torno de um grupo de circo, um show de horrores, onde muitas atrações tem todo o tipo de deficiência física e até mental. O grupo está lutando para se manter, pois o local onde eles se apresentam está com o aluguel atrasado e eles não tem vendido nenhum ingresso nos últimos meses.

A história se passa em 1952, na cidade de Júpiter, na Flórida, onde casos de assassinatos e sequestros de crianças tem se tornado constantes, o assassino é um palhaço conhecido como Twisty.


A temporada estreou em outubro de 2014 pelo canal FX e fechou com 13 episódios, no Brasil estreou em Janeiro de 2015. O tema dessa temporada foi baseado em um clássico filme de terror conhecido como Freaks que estreou nos anos 30 (quando a TV ainda era sem cores).

A temporada tem como assunto principal a descriminação e fala principalmente como as atrações do circo são perseguidas e tratadas como monstros e até se tornam suspeitas de assassinatos sem provas.

A história começa com a dona do circo recrutando duas novas atrações. Acabou acontecendo um escândalo onde se descobriu que uma senhora muito conhecida em uma vizinhança tem duas filhas gêmeas, mas elas ficaram escondidas de todos, já que são duas gêmeas siamesas, ou seja, elas nasceram grudadas uma na outra e a cirurgia que faz essa separação acabaria matando uma delas ou até mesmo as duas, então a mãe delas se recusou a aceitar essa cirurgia; essas duas gêmeas são as novas “recrutas” do circo.

Personagens


Elsa Mars é a dona do circo e ela esconde muitos segredos dos membros do show de horrores (que são seus melhores amigos). Ela diz se preocupar com todas as atrações, mas não é bem assim. Na verdade, tudo que ela faz ela faz por popularidade; ela sempre se apresenta junto com as atrações fazendo uma performance como cantora e ela espera que algum dia algum empresário de Hollywood assista à sua apresentação e contrate ela. Elsa foi interpretada por Jessica Lange.


Jimmy Darling sofre de ectrodactilia, que causa a deformação ou ausência de dedos. Ele é conhecido como “menino lagosta” pelo fato de que suas mãos lembram muito garras de lagostas. Jimmy nunca conheceu seu pai e sua mãe evita sempre falar sobre isso. Ele faz sucesso com várias mulheres por certas “habilidades” que ele tem com os dedos (eu não estou brincando, isso realmente acontece na série). Ele tem muitas habilidades de liderança, sempre dizendo que as atrações devem permanecer unidas, independente do que acontecer. Jimmy Darling foi interpretado por Evan Peters.


Bette e Dot Tattler são as gêmeas siamesas que eu havia falado antes. Elas são novas no circo e tem certa dificuldade em enturmar, embora as outras atrações deixem bem claro que as aceitam no grupo. Uma é o contrário da outra; Enquanto Dot é tímida e odeia chamar atenção, Bette é mais extrovertida, fã de cinema e quer um dia ser uma estrela. A personalidade das duas está sempre em conflito e a primeira desordem que aparece é se elas vão ou não entrar para o show de horrores, já que Dot não quer, mas Bette diz que não tem outro lugar para elas ficarem. Ambas foram interpretadas por Sarah Paulson.


Dandy Mott é um riquinho mimado que mora próximo ao local de apresentação do show de horrores. Ele está bastante acostumado com a aparência das atrações e parece não se incomodar. Ele quer comprar o circo, mas Elsa Mars se recusa a vender e isso se torna pessoal, pois tudo que ele quer sua mãe dá e esse circo foi a primeira coisa que ela não pôde dar para ele, então ele adquire uma obseção pelo circo e pelos membros. Essa obseção evolui com o tempo para raiva, de si mesmo, da mãe e dos membros do circo e com o tempo ele se torna aliado de Twisty (o palhaço assassino). Ele foi interpretado por Finn Wittrock, participando pela primeira vez na série e se mostrando um grande ator, já foi confirmado para a quinta temporada e tudo indica que vai se tornar um ator recorrente na série, assim como Lily Rabe ou Sarah Paulson.


Ethel Darling é a mãe de Jimmy Darling e melhor amiga de Elsa Mars. Ela é conhecida como Mulher Barbada e faz parte do show como todo mundo no circo. Ela tem uma grande preocupação por todos no show, se mostrando uma figura materna para todos e muitas vezes, age como conselheira do grupo. Ela é capaz de tudo para proteger os amigos. Ela foi interpretada por Kathy Bates.


Stanley se aproxima de Elsa dizendo que ele conhece um grande empresário de Hollywood e rapidamente chama a sua atenção, entretanto ele na verdade trabalha para um museu que tem como tema principal a deficiências físicas ao longo da história, então tudo que ele quer é se aproximar das atrações e matá-las para depois vender seus corpos para o museu; inicialmente ele manda uma “espiã” para se aproximar das atrações, mas depois que ele vê que o trabalho não está sendo feito, ele decide resolver isso pessoalmente. Stanley foi interpretado por Denis O’Hare.

Conclusão

Das muitas expectativas que os fãs tinham para essa temporada, Freak Show acabou que atendendo a quase todas; como sempre a história introduz uma grande quantidade de personagens, uns que os espectadores acham mais importantes e outros que a gente acha descartável, que não vai fazer tanta diferença (e acabamos sendo surpreendidos), mas no final cada personagem acaba tendo o seu lugar especial no enredo, nos mostrando o passado deles, o porquê deles estarem onde estão e finalmente nos mostrando a sua importância para a história.


Assim como eu havia dito no post anterior, o diretor da série afirmou que todas as temporadas estavam ligadas, isso fez um link para essa temporada e as outras de forma que tem personagens da segunda temporada que aparecem em Freak Show (lembrando que, pela cronologia, Freak Show se passa antes de Asylum) e parte do enredo é focado para explicar a ligação que o personagem tem com ambas as temporadas. Um ponto negativo que eu vi foi no final da história, ele não trás mais aquela cena final para fechar a temporada com chave e de ouro e, além disso, ALERTA DE SPOILLER: AHS deveria ser uma série de horror focada em tragédias e de fato é, mas fazer um enredo tão trágico e acabar um Happy Ending acaba me decepcionando.


Então é isso, finalmente acabei todas as partes de AHS, ainda ou falar dessa série aqui no blog trazendo teorias, curiosidades, expectativas para as próximas temporadas e futuramente recomendação das temporadas que ainda estão por vir. Espero que tenham gostado. Desejo tudo de bom para vocês e até a próxima!




quarta-feira, 22 de julho de 2015

American Horror Story (parte 3)

Coven


A terceira temporada de AHS reúne um grupo de bruxas da era atual tentando viver como pessoas normais sem que descubram seu segredo. Mesmo se passando séculos da época das caças às bruxas, seres humanos ainda tem medo do desconhecido e acabam queimando pessoas que eles descobrem ter poderes sobrenaturais, como aconteceu recentemente com uma bruxa que trouxa de volta à vida um pássaro.

Apesar dessas bruxas tentarem se esconder dentro da sociedade, o principal foco da história é a guerra entre dois clãs de bruxas. A terceira temporada de American Horror Story tem como principal foco a opressão das minorias.


A história começa com a protagonista, Zoe despertando seus poderes e sendo mandada para uma academia especial “Academia para Excepcionais Jovens Garotas da Madame Robichaux”, que acolhe bruxas e as ajuda a descobrir seus poderes, lá ela conhece mais três bruxas de sua idade e a administradora da academia. Inicia-se uma busca para descobrir quem é a próxima Suprema do clã, que é a Bruxa com poderes mais forte que tem a obrigação de proteger o resto do clã.

Essa é a temporada que menos tem a aprovação dos fãs, para explicar porque vou contar um pequeno (minúsculo) spoiler, se não quiser ver pule para o próximo parágrafo. Essas bruxas têm diversos poderes, dentre eles, poderes de trazer os mortos de volta a vida, então o enredo fica muito chato e previsível, pois os personagens começam a morrer, aí voltam, aí morrem de novo... fica muito repetitivo (quem assiste Supernatural sabe como é).

Mesmo sendo (segundo a maioria dos fãs) a pior das temporadas, eu gostei dessa temporada, pois eu acredito ter percebido algo que muitas pessoas que criticam Coven não perceberam. Mais ou menos na época em que essa temporada estava sendo lançada, Ryan Murphy (criador da série) disse que apesar de AHS ser uma série antológica, todas as temporadas estão indiretamente conectadas, e até a temporada passada, nada tinha acontecido que ligasse Asylum a Muder Houser então eu já percebi várias coisas que ligavam Coven a Murder House, mas não vou falar disso agora, depois eu faço um post de teorias e explico melhor.


Personagens e atores

Dessa vez eu vou falar dos atores, já que temos muitos atores novos e também porque muitos atores que participaram da primeira temporada voltaram a aparecer em Coven.


Fiona Goode é a atual Suprema e segundo integrantes do clã, a pior das Supremas. Ele é completamente ausente (foge das responsabilidades do clã) e tenta usar seus poderes para benefício próprio, nunca para proteger as outras bruxas. Em determinados momentos nós vemos nela um papel mais maternal, tentando proteger sua filha, mas vemos esse papel se extinguir quase tão rápido quanto foi criado. Sobre a atriz, Jessica Lange, o papel dela foi levemente diferente do das temporadas anteriores, mas na maior parte do temporada foi a mesma coisa, os papeis dela quase nunca mudam e nessa temporada em especial está mais previsível que nunca.


Cordelia Foxx é a administradora da academia e é filha de Fiona Goode. Cordelia faz de tudo para proteger o clã e manter os poderes das bruxas no anonimato, entretanto, por ela não ser tão rígida, muitas bruxas não veem nela um papel de autoridade, é aí que entra Fiona Goode que é bem mais rígida. Cordelia está passando por uma fase difícil, como a mãe dela (que deveria ser a líder do clã) é completamente ausente, ela tem que assumir as responsabilidades da mãe, fora que Cordelia está noiva, mas não consegue engravidar mesmo querendo ter um filho mais que qualquer coisa agora, então quando a medicina tradicional não funciona ela recorre à bruxaria. Não tenho o que falar sobre a atriz Sarah Paulson, todos os papeis dela são variados e ela faz bem qualquer papel que deem a ela.


Zoe Benson, ela acaba de despertar seus poderes e... e é isso; não se tem muito o que falar sobre ela, é uma personagem chata e clichê. Quanto à atriz, Taissa Farmiga, eu já falei na parte 1 o quanto eu não gostei da atuação dela, mas eu não esperava que nessa temporada fosse ficar ainda pior do que foi na primeira temporada. Todas as cenas em que ela aparecia se tornavam automaticamente chatas; ela é uma atriz sem expressão ou emoção. Talvez eu esteja sendo mal quanto à atuação dela, eu acho que o fato da personagem ser chata me dá a impressão de que a atriz seja pior do que ela realmente é.


Madison Montgomery é uma atriz mirim que teve de desistir da vida de luxo depois que ela acidentalmente (quando não conhecia bem seus poderes) matou o diretor de uma peça que ela estava participando, é a típica personagem riquinha e mimada que se acha melhor que todos e que odeia perder. Ela se torna “amiga” de Zoe quando ela chega na academia e muitos personagens (principalmente Fiona) acham que ela é a próxima Suprema por ela ter poderes mais fortes que as outras. A atriz, Emma Roberts apareceu na série pela primeira vez nessa temporada e se mostrou uma boa atriz, mas nada que fosse tão marcante quanto Frances Conroy ou Jessica Lange, mesmo assim Ryan Murphy decidiu manter ela na série e até a chamou pra participar de uma outra série que ele está atualmente dirigindo.


Marie Laveau é a principal líder de um dos clãs concorrentes. A magia dela é principalmente voltada para o vodu e é como muitas pessoas chamam “magia negra”, mas eu quero deixar bem claro que o clã dos protagonistas também lida com magia negra, como a própria Fiona diz em um episódio, mas a magia de Laveau é um pouco mais “sinistra” tendo que sacrificar animais e fazer rituais com navalhas e coisas do tipo. Marie Laveau existiu na vida real e é conhecia como a Rainha dos vodus (eu acho que já falei isso na parte 1, só estou relembrando). Ela foi interpretada por Angela Bassett, que também aparece pela primeira vez na série e se mostrou uma ótima atriz, tanto que apareceu na quarta temporada e já foi confirmada pra quinta.


Queenie é mais uma bruxa mirim. Antes de entrar pra academia ela trabalhava numa lanchonete e em um momento em que ela se irritou com um dos clientes, ela fez com que a mão dele se queimasse completamente; O poder dela é bem peculiar, ela faz com que determinada ferida que seja causada nela passe diretamente para outra pessoa, ela pode enfiar uma faca na própria barriga e ela não vai morrer e nem sentir dor; quando eu falei que a mão do cliente fica completamente queimada é porque ela enfiou a própria mão em óleo fervente. Queenie se sente excluída no clã por ser gorda e ser a única negra na academia e o fato delas terem uma empregada racista também não ajuda (claro que ela se aproveita do fato da empregada ter que obedecer a ela para lembrá-la que muita coisa mudou desde a época da escravidão), muitas vezes Queenie pensa em passar pro lado de Marie Laveau, mesmo não tendo poderes Vodu. A atriz, Gabourey Sidibe aparece nessa temporada, também pela primeira vez e é uma boa atriz, mas não é nada tão impressionante; ela também participou da quarta temporada, mas fazendo um papel muito pequeno (só aparece em 3 episódios e por isso no próximo post não ou nem falar dela). O maior trabalho na carreira dela foi protagonizando o filme Preciosa - Uma história de esperança.


Nan é uma clarividente e não foi mencionado como ela chegou à academia, mas assim é a personagem, misteriosa e enigmática. Nan pode ler a mente das pessoas até quando ela não quer (quando ela está tentando relaxar na academia com um livro, ela não consegue se concentrar na leitura por causa dos pensamentos dos outros). Ela sabe de coisas sobre as outras bruxas que elas querem manter em segredo a todo custo, mas nem sempre ela demonstra vontade de revelar esse segredo (mesmo quando se trata de assassinato e as outras estão tentando encontrar o assassino). Nan se apaixona por um dos vizinhos cuja mãe é uma fanática religiosa que proíbe ele de falar com as bruxas vizinhas. A atriz, Jamie Brewer voltou a aparecer desde a primeira temporada e quase não teve mudança na atuação dela, eu falei muito sobre ela na parte 1.

A temporada ainda tem outros personagens que eu deveria falar, mas eles só têm importância se eu contar spoiler, então eu optei por não falar deles pra não estragar nada pra vocês, entretanto eu vou citar rapidamente alguns personagens e falar dos atores:



Kyle Spencer, ele é o par romântico da Zoe e foi interpretado por Even Peters; mais uma vez tentaram criar um romance entre os personagens do Even e da Taissa, mas eu pensei que fosse ficar previsível e não ficou, talvez pelo fato de que na primeira temporada, era ele que tinha o “dever” de proteger ela e aqui ela que quer proteger ele.


Misty Day é uma bruxa completamente isolada e que tem uma grande apreciação pela natureza, quem encontra ela pela primeira vez é Zoe que pede ajuda a ela (com o que eu não posso dizer, pois serie spoiler), entretanto quando Misty se vê em perigo ela procura ajuda no clã e eles decidem ajudar ela quando descobrem que ela, assim como as outras bruxas, tem uma chance de ser a próxima Suprema. Misty é uma grande fã de Stevie Nicks e ela até faz uma participação especial na série. Eu já falei nos outros posts o quanto eu gosto dessa atriz, Lily Rabe e de suas personagens, essa em especial é minha favorita. Lily Rabe foi confirmada para a quinta temporada e está atualmente participando de outra série (que eu estou acompanhando e quando acabar provavelmente eu faça um post de recomendação).


Delphine LaLaurie, assim como Marie Laveau, ela existiu na vida real e foi uma assassina em série no século 19, ela torturou e mutilou cerca de 96 escravos negros. Eu não posso falar qual a relação ela tem com bruxas, pois seria spoiler. A atriz,  Kathy Bates apareceu na série pela primeira vez e se mostrou uma ótima atriz, a nível de Lily Rabe ou Sarah Paulson, ela reapareceu na quarta temporada e foi confirmada pra quinta.

Conclusão

Essa temporada não foi a melhor da série, mas não foi tão ruim assim, inclusive eu achei melhor que a primeira, entretanto muitas pessoas se decepcionaram, pois como a segunda temporada tinha sido muito boa, eles esperavam algo no mesmo nível ou melhor, mas não foi essa a intenção de Ryan Murphy nessa temporada, ele tinha achado a segunda muito pesada e queria fazer algo mais light pra terceira, talvez por isso muitos não tenham gostado.


Então é isso, espero que tenham gostado; desejo tudo de bom pra vocês e até a próxima.




sábado, 20 de junho de 2015

American Horror Story (parte 2)

Asylum


A segunda temporada de American Horror Story se passa em uma Instituição Mental conhecida como Briarcliff, fundada com o intuito de tratar criminosos insanos. A temporada se passa em 1964 e tem como tema principal a sanidade, é usado como base para essa temporada filmes que tratam de Seriais Killers.

Essa é a temporada favorita da maioria dos fãs (inclusive eu), mas não conseguiu agradar certa parte, vou explicar porque algumas pessoas não gostaram dessa temporada. Quando você cria um enredo que trata de assassinos vivendo em um manicômio, essa história tem tudo para agradar a todos os fãs de terror, mas quando você mistura essa história com ETs, demônios e nazistas, algumas pessoas tendem a ficar com o pé atrás por conta de uma mistura dessas.


Apesar da maior parte da temporada se passar no passado, como eu já havia dito no post anterior, também tem alguns acontecimentos importantes no presente. Briarcliff é uma instituição que pertence à igreja, portanto os principais administradores da instituição são freiras e padres. Essa temporada fala muito da corrupção que há na igreja e na hipocrisia, apesar da igreja pregar o perdão, eles fazem de tudo para fazer com os doentes permaneçam doentes, utilizando de técnicas de tortura e punição, às vezes até punições sexuais.

Em Massachusetts (que é onde se passa os acontecimentos da temporada), há vários casos de um assassino em série conhecido como Bloody Face, que tem como principais vítimas mulheres, o personagem Kit Walker é acusado de ser o assassino após sua noiva ser morta pelo verdadeiro assassino; após afirmar que não foi ele quem a matou, mas sim extraterrestres, ele é enviado a Briarcliff.


Diferente da primeira temporada que enrola um pouco com a introdução do enredo no primeiro episódio até a história começar a acontecer, essa temporada já começa com acontecimentos importantes que eu não posso falar pelo simples fato de serem spoiler, então para explicar mais detalhadamente o enredo sem estragar nada para vocês, eu vou começar a falar dos personagens e dos seus papeis nessa temporada (não vou falar tanto dos atores, pois já falei muito deles no primeiro post, a menos que seja um novo ator ou que eu tenha algo muito importante para dizer).

Personagens


Kit Walker é um dos protagonistas, como eu já havia dito, ele é mandado a Briarcliff como principal suspeito de ser um serial killer que tem matado muitas mulheres em Massachusetts, mas também porque ele afirma ter visto extraterrestres, o que faz a corte achar que ele sofre de esquizofrenia, portanto o destino dele é bastante incerto; se ele for diagnosticado como são, vai para o corredor da morte e se for diagnosticado como louco, passa o resto da vida preso em Briarcliff. Kit Walker foi interpretado por Even Peters.


Lana Winters é uma repórter lésbica que está disposta a descobrir e divulgar toda a verdade por trás de Briarcliff, então entra no manicômio com a desculpa de que ela queria fazer uma reportagem sobre a comida do local, logo uma das “líderes” de Briarcliff (Irmã Jude) acaba percebendo a verdadeira intenção dela e decide usar seu “segredo” (sexualidade) como chantagem para que ela não divulgue nada. Lana é “A” protagonista da temporada. Ela foi interpretada por Sarah Paulson.


Irmã Jude é umas das freiras que comanda Briarcliff, e é umas das piores, só aceita as coisas do jeito que ela planejou, espanca os doentes quando eles não se comportam (ou simplesmente quando não fazem as coisas do jeito dela, mesmo sendo doentes mentais) e humilha todos colocando como superioridade a sanidade dela. É o tipo de personagem que você odeia no inicio, simpatiza no meio e no final fica torcendo para ela não morrer. Ela foi interpretada por Jessica Lange.


Dr. Oliver Thredson é um psiquiatra que foi contratado especialmente para cuidar do caso de Kit Walker, depois de fazer vários exames e ficar sabendo o que ele sofre em Briarcliff, ele decide que Kit não é louco nem assassino, então decide ajuda-lo a escapar dessa situação; a participação dele na temporada começa a melhorar quando Irmã Jude vê nele uma ameaça a sua autoridade (já que ela quer se aproveitar da situação de Kit enquanto Oliver quer ajudá-lo) fora o fato de ele poder divulgar sobre a situação de Briarcliff (embora ele deixe claro que essa não é sua intenção ali, ele ainda usa isso como ameaça). Dr.Oliver Thredson foi interpretado por Zachary Quinto.


Grace Bertrand é uma das pacientes de Briarcliff, é uma das mais importantes aliadas de Kit Walker. Ela foi mandada para Briarcliff acusada de ter matado sua madrasta e de ter abusado sexualmente do pai. Ela acha que não há como fugir de Briarcliff, porém depois que ela conhece Kit ela demonstra saber como. Ela consola Kit por perder recentemente sua esposa e acaba se apaixonando por ele. Ela foi interpretada por Lizzie Brocheré, infelizmente essa foi sua única aparição na série.


Irmã Mary Eunice é uma das poucas freiras em Briarcliff que não tem maldade, entretanto ela faz de tudo para agradar a Irmã Jude e não se sente culpada pelo que acontece aos pacientes desde Jude fique satisfeita. No início a personagem é super sem graça por ser totalmente dependente da autoridade de Jude, mas depois dos primeiros episódios se torna uma personagem muito importante e muito mais interessante. Ela foi interpretada por Lily Rabe.


Dr. Arthut Arden, ele é um médico e um dos administradores de Briarcliff, contratado especialmente para cuidar das dores físicas dos pacientes. Apesar de ser médico, ele visa principalmente o “avanço da ciência” de forma que ele adora fazer todo tipo de experimentos nos pacientes, transformando eles em “aberrações” Suas principais vítimas são pessoas que não tem família, pois assim caso o paciente morra durante o processo, ninguém iria notar a sua ausência. A única que percebe o mal que é Arthur Arden é a Irmã Jude, que não se importa em saber que ele mata os pacientes, ela apenas vê nele a principal ameaça a sua autoridade e está disposta a fazer de tudo para se livrar dele.

Asylum é provavelmente a temporada com mais personagens, infelizmente não dá para falar de todos, faltaram personagens importantes e personagens não tão importantes, mas que seria muito interessante falar sobre eles, mas eu não pude falar de todos, pois seria uma chuva de spoiler.

Conclusão

Apesar da mistura estranha que eu falei no início dessa postagem, a série tem diversos revira-voltas, não apenas no final; na verdade quase não tem revira-volta no final, o final foi mais para mostrar a conclusão da história, que fim tinha levado cada personagem, pois todas as revelações possível (como quem é Bloody Face) foram feitas ao longo da temporada e já não tinha mais nenhuma revelação no final, o que foi bom, pois como a temporada já tinha tido várias revira-voltas do início para o meio, mais revira-voltas no fim poderia deixar a história cansativa.


Da mesma forma que a cena final da primeira temporada foi, digamos assim, “a cereja do bolo”, a cena final da segunda temporada conseguiu fechar a temporada com chave de ouro. Depois de toda a história acabar e termos a conclusão de cada personagem é mostrado os sobreviventes nos passar dos anos depois que tudo acabou e isso acaba trazendo à tona uma parte da história que quase todos os espectadores já haviam esquecidos, conseguindo surpreender à todos até os momentos finais.


Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima.


domingo, 3 de maio de 2015

American Horror Story (parte 1)


Finalmente estou trazendo a recomendação de uma série que não é animada e espero fazer isso mais vezes (embora eu não pretenda parar de trazer séries animadas, também).

American Horror Story é uma série criada em 2011 por Ryan Murphy (mesmo criador de Glee e Nip/Tuck) e é uma série antológica, ou seja, cada temporada traz uma história completamente diferente, um tema completamente variado daquele que já foi mostrado nas temporadas passadas e traz personagens e elencos completamente diferentes (só que em AHS, o elenco principal raramente muda).

Um dos fatores que torna a série tão boa é a quantidade de referências a histórias reais, por exemplo, na primeira temporada tem a participação da personagem Elizabeth Short, mais conhecido como Dahlia Negra; se você nunca ouviu falar em Dahlia Negra, pesquise, é um dos mais famosos casos de assassinatos não resolvidos. Na terceira temporada tem a personagem chamada Merie Laveau, que também existiu na vida real e é conhecida até hoje como Rainha dos Vodus.


Não fiquem inseguros em assistir à série por ser do mesmo criador de Glee, são trabalhos completamente diferentes e só por você não gostar de um não significa que você não vai gostar do outro. Não vou mentir, tem cenas estilo musical na série, porém, nas 4 temporadas que já foram lançadas, eu só consigo me lembrar de duas cenas assim, uma no final da segunda temporada e outra no início da quarta (no final desse post vou colocar a cena da quarta temporada para vocês verem que não é assim tão parecido com Glee).

E falando de música, vou aproveitar para falar o quão perfeita é a trilha sonora da série. Cada temporada se passa em épocas diferentes, apenas a primeira e terceira temporada se passam nas épocas atuais, as temporadas que se passam no século passado, tem músicas que lembram aquela época e até mesmo nas temporadas que se passam atualmente tem músicas do ano 70, por exemplo; um bom exemplo é o primeiro episódio da terceira temporada que toca uma música de Iron Butterfly (banda que surgiu no final dos anos 60).

Como cada temporada tem uma história diferente, eu vou falar de cada uma separadamente. Cada temporada tem um título que dá uma ideia sobre o que vai ser a temporada, e cada temporada tem como base algo comum nos filmes de terror, à medida que eu for explicando vocês vão entender.

Murder House


Embora eu tenha dito que cada temporada tem um título, a primeira temporada só foi intitulada depois que toda a temporada já tinha sido lançada, isso se deve ao fato do diretor ainda não ter revelado que AHS seria uma série antológica (fora o fato de que não se tinha a certeza de que teria uma segunda temporada) e, sem querer dar spoilers, a cena final dessa temporada pede uma continuação, porém até agora nenhuma das temporadas deu continuação a ela, então tudo indica que vai ficar do jeito que está mesmo. A temporada terminou com 12 episódios.

Essa temporada se passa em 2011 e seu assunto principal é a infidelidade, ela nos conta a história da família Harmon, que está passando por uma fase difícil; a mãe, Vivian teve um aborto espontâneo e perdeu o filho; e o pai, Ben teve recentemente um caso extraconjugal e tudo isso e mais algumas coisas passam a piorar cada vez mais a autoestima da filha, Violet.


Esperando perdoar uns aos outros e esquecer os acontecimentos dos últimos meses que quase destruiu a família, eles decidem começar uma nova história, se mudando para Los Angeles e encontram uma ótima casa com o preço em conta.

Mesmo sabendo que os antigos moradores se mataram no porão da casa, eles aceitam, pois têm condições de pagar; Ben, sendo um psiquiatra pode reservar uma das salas para ser seu consultório (e assim ficar mais próximo da família) e a história dos antigos moradores chamou a atenção de Violet.


Eventualmente, eles conhecem antigos moradores da casa; A vizinha Constance Langdon e sua filha Adalaide Langdon; Moira O’Hara, a empregada dos antigos moradores e que oferece seus serviços para a família Harmon; Larry Harvey, que tem o rosto desfigurado graças a um acidente incendiário e outros...

Com o tempo, eles vão percebendo que a casa ainda é habitada pelos antigos moradores que já morreram e passam a ser assombrados por esses espíritos que não gostam da presença deles, aí que entra aquela parte que eu falei sobre “ter como base algo comum nos filmes de terror”, quantos filmes de terror existem sobre casas mal assombradas? Muitos, não? Mas o que é clichê, aqui se torna algo único, que você provavelmente não vai ver em mais nenhum outro lugar.

Personagens e atores


Temos a família principal, Vivian, Ben e Violet Harmon. Eu acho que é correto dizer que foram todos os piores atores da temporada; o único que se salva (mas mesmo assim, a atuação dele não foi lá essas coisas) foi Dylan McDermott (que fez Ben Harmon) tanto que dos três ele foi o único que foi chamado para a segunda temporada.

Taissa Farmiga (que fez Violet Harmon) é uma das atrizes favoritas dos fãs, isso se deve ao fato de além de ter feito a protagonista na primeira temporada, ela também fez a protagonista na terceira e em ambas as temporadas eu odiei a atuação dela, ela não tem expressão nenhuma, pode ser facilmente comparada a Kristen Stewart (que é conhecida pelos internautas por ser a atriz com menos expressões dos cinemas), mas quando eu estiver falando da terceira temporada eu falo mais da Taissa.


Temos Tate, que é o par romântico de Violet e acaba se tornando um personagem mais importante do que parece, ele basicamente torna interessante a personagem Violet; Ele também é um dos pacientes de Ben. Ele foi atuado por Even Peters, que foi um dos poucos atores que participou das quatro temporadas e já foi confirmado para a quinta, então sim, a atuação dele é boa, eu não tenho nada de mal para falar da atuação dele, mas nas quatro temporadas (acho que com a exceção, talvez, da segunda) todos os personagens que ele faz tem basicamente a mesma personalidade e enfrenta os problemas basicamente do mesmo jeito, o que torna todos os papeis dele altamente previsíveis. Por favor, Ryan, dê a Even um papel mais variado, eu sei que o ator tem essa capacidade, confie mais nele!


Continuando, temos os antigos moradores, um casal de gays que tem problemas conjugais. Um dos atores é Teddy Sears interpretando Patrick e, sinceramente, a atuação dele não é ruim, mas ele não é o tipo de ator próprio para fazer esse tipo de série. O outro gay, Chad Warwick, foi interpretado por Zachary Quinto e ele deu um show! A atuação dele é perfeita! Ele faz bem qualquer personagem, mas principalmente vilões. Eu não sei se vocês já assistiram a série Heroes, eu assisto essa série (um dia, num futuro distante, eu farei um post de recomendação dessa série, pois eu parei na segunda temporada) e em Heroes, Zachary Quinto faz o vilão, não preciso nem falar o quão perfeito a atuação dele é nessa série, né?


Nós temos também os vizinhos, Constance e Adalaide, a atuação das duas é simplesmente perfeita. Vou começar falando de Adalaide, não subestimem nem a personagem nem a atriz Jamie Brewer só por elas terem Síndrome de Down; a personagem vai emocionar todo o público com seu carisma e a atriz é uma guerreira, para você terem uma ideia, não só ela participa de três das quatro temporadas de AHS, como também ela é a pessoa mais jovem a ser eleita presidente da Arc do condado de Fort Bend, pouco? Ela já se reuniu com senadores do Texas para convencer eles a aprovar uma lei que abolia o uso da palavra “retardado” no texto de legislação estatal, mais tarde a lei foi aprovada. Ela também é uma atriz de teatro (já era bem antes de AHS e não deixou de ser mesmo depois de entrar para o elenco) e faz parte de várias organizações sem fins lucrativos que ajuda e tenta melhorar a imagem de quem sofre de Down e recentemente, ela foi a primeira modelo com Down a desfilar em Nova Iork.

A mãe, Constance Langdon é interpretada por Jessica Lange que é de longe a melhor atriz da série. Ela participou de todas as temporadas e se tornou a cara do American Horror Story. Há quem diga que ela carregou as quatro temporadas nas costas, mas eu acho que isso já é exagero; ela é sim a melhor atriz do elenco, mas não é a única boa atriz. Ela sofre do mesmo mal de Even Peters, todos os personagens dela são basicamente a mesma coisa, mudando uma coisinha ou outra, mas se analisados direito, é fácil perceber que a receita de bolo é a mesma para todas as temporadas. Infelizmente ela se aposentou ano passado e sua participação na quarta temporada foi literalmente seu último trabalho e ela não vai mais voltar a aparecer na série. Se vocês não assistem, pode parecer besteira, mas para os fãs, isso foi um impacto muito grande; AHS sem Jessica não vai ser a mesma coisa, mas no final do post vou falar das minhas expectativas para a próxima temporada aí eu falo mais disso...


Para o papel de Moira O’Hara nós temos duas atrizes (assistindo, você entende porque são duas atrizes fazendo um único papel), ambas são grandes atrizes. A mais jovem, Alexandra Breckenridge é a que menos aparece, participando de apenas seis episódios, ela também participa da terceira temporada (com uma participação igualmente curta). Frances Conroy, a mais velha participa de 11 episódios e é uma das minhas atrizes favoritas da série, ela participou das quatro temporadas e em cada uma ela faz papeis completamente diferentes e em cada uma delas ela se mostrou uma grande atriz. Infelizmente, Frances Conroy ainda não foi confirmada para a quinta temporada, porém vazou na internet no final de abril a lista completa do elenco da quinta temporada na qual ela está na lista, entretanto essa “lista” veio de um site não confiável, então ainda existe a dúvida.


Larry Harvey foi interpretado por Denis O’Hare, a atuação dele foi boa, mas não foi lá essas coisas, tanto que ele nem foi chamado para a segunda temporada, entretanto, nas temporadas seguintes ele se mostra um ator melhor do que o papel que ele pegou nessa primeira temporada. Ele participa de três das quatro temporadas e já foi confirmado para a quinta.


Interpretando a primeira moradora da casa temos Lily Rabe como Nora Montgomery, outra das minhas atrizes favoritas. Assim como Frances Conroy, ela pega papeis bem variados e se mostra uma ótima atriz em cada um deles, entretanto ela não se destacou tanto nessa primeira temporada. Também ainda não foi confirmada para a quinta temporada.


Para terminar nós temos Sarah Paulson como Billie Dean Howard. Billie Dean é uma médium que os personagens (principalmente Constance) pedem ajuda par falar com os mortos, ela não tem uma participação tão importante, só aparece em três episódios. Sarah Paulson é outra das minhas atrizes favoritas, ela participa das quatro temporadas e já foi confirmada para a quinta.

Eu deixei de falar de alguns personagens/atores como, por exemplo, a amante de Ben ou o marido de Nora Montgomery, isso porque esses personagens não são recorrentes e os atores não participam mais de nenhuma outra temporada (ou participam, mas com uma pequena aparição).

Conclusão

A primeira temporada foi uma ótima temporada de estreia, mas se comparada com as outras temporadas é, em minha opinião, a pior das temporadas. Após o especial de Halloween, o enredo começou a ficar repetitivo. A família era atacada, o pai ficava preocupado, a mãe se irritava com o pai, a filha se encontrava secretamente com o namorado e assim ficou basicamente toda a temporada até os episódios finais onde várias coisas começaram a se revelar ao mesmo tempo e o final, bem, sem querer entrar em muitos detalhes, eu odiei o final.


Bem, o post está ficando muito grande e ainda falta falar muita coisa, então eu achei melhor dividir o post em cinco partes, uma para cada temporada e a última falando das minhas expectativas para a quinta temporada e ainda farei um post de Teorias, onde falarei sobre as minhas teorias da série e outras que eu encontro na internet e ainda outro post de Fatos Curiosos.

Então é isso, espero que tenham gostado. Desejo tudo de bom para vocês e até a próxima!





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